O Avaí conquistou uma vitória importantíssima sobre o Náutico por 2 a 0, em um roteiro muito parecido com o triunfo diante do Cuiabá, na Ressacada. No primeiro tempo, foi superior, controlou a posse de bola, ocupou melhor os espaços e criou as melhores oportunidades, principalmente com Sorriso pelo lado esquerdo.
O gol saiu em uma jogada confusa de escanteio, bem aproveitada por Douglas Teixeira após assistência de Wallison. O Náutico até buscou os lados do campo, mas só teve uma oportunidade no lado direito, na área com Matheus Ribeiro. O Avaí até cometeu erros de passe que traziam o time pernambucano para o ataque, mas o Leão conseguiu sustentar o 1 a 0 para o intervalo.
Na etapa final, porém, o cenário mudou. As alterações de Hélio dos Anjos deixaram o Náutico mais agressivo, com mais presença na área e pelos lados, empurrando o Avaí para o campo de defesa.
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Apesar da pressão e da maior posse dos visitantes, que terminou com 69%, Igor Bohn pouco trabalhou em defesas difíceis, graças à organização defensiva Avaiana.
No fim, mesmo com a expulsão de William Fernando, o contra-ataque puxado pelo estreante Juan Rocha e concluído por Daniel Penha, selou a vitória. O time Azurra soube sofrer e venceu na raça.
O Leão precisa evoluir para ter mais presença e controle do jogo nos dois tempos. De novo, igual jogo contra o Cuiabá, o segundo tempo foi de pressão de um ataque contra defesa, com time muito reativo e acuado no campo de defesa.
O desafio é manter a consistência na sequência da série B, se quiser sair logo da zona de rebaixamento. Contra São Bernardo, fora e América-MG, em casa, o Avaí precisa confirmar a reação e evitar repetir a sequência de derrotas que veio após vencer o Cuiabá.
Allan Aal teve boa leitura de jogo e equilibrou o jogo aéreo do Avaí contra o Náutico
Uma mudança importante no time, já no time titular contra o Náutico, feita pelo estreante treinador Allan Aal no Avaí, foi o retorno a zaga do Jefferson Maciel que, com 1,93 de altura pode auxiliar para corrigir um dos defeitos do Leão nos últimos jogos. Que era justamente a bola aérea defensiva.
E no segundo tempo, com o cansaço e lesão do Maciel, e, principalmente com as trocas do Hélio dos Anjos no Náutico, que colocou Kauã Maranhão e Luiz Claudio, que ficaram mais centralizados pesando a área junto com a chegada de Júnior Todinho, Allan Aal trouxe a campo Guilherme Aquino e João Maistro para, junto com o Allyson, ter a formação com três zagueiros e assim pudesse igualar na questão numérica, bem como controlar o jogo aéreo das bolas paradas.
Boa leitura do treinador Azurra, que também não teve receio de colocar em campo o também estreante atacante Juan Rocha que deu a arrancada no contra-ataque e a assistência para o gol da vitória do meia Daniel Penha.

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