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Novo inquérito contra Flávio Bolsonaro chega ao STF, cita relação com Willer Tomaz e terá Moraes como relator

Nova investigação contra Flávio Bolsonaro chega ao STFFoto: Flávio Bolsonaro/Flickr/Reprodução/ND Mais

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes foi definido como relator de um novo inquérito contra o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a relação do presidenciável com o advogado Willer Tomaz.

O documento foi enviado pela PF (Polícia Federal) à Corte ainda na última semana, segundo informações do R7.

Novo inquérito contra Flávio Bolsonaro: entenda o que motivou a investigação

Provas colhidas anteriormente em um inquérito da PF que tramitava em primeira instância no Rio Grande do Sul e apurava suspeitas envolvendo plataformas de pagamento digital e o setor de apostas foram o ponto de partida para a nova investigação contra Flávio Bolsonaro, segundo o jornal.

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A Polícia Federal afirmou ter identificado, ao longo das apurações, “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”. A empresa foi a primeira a obter uma autorização estadual no governo do Rio de Janeiro para explorar apostas esportivas.

Segundo a corporação, dois sócios formais da Rede Loto teriam vínculos com o advogado e, por isso, ele passou a ser investigado. Na sequência, ocorreu a quebra do sigilo da nuvem do celular de Willer. Durante as análises, os investigadores identificaram vínculos entre ele e Flávio Bolsonaro.

O presidenciável possui foro privilegiado por exercer o cargo de senador. Dessa forma, o caso foi encaminhado ao STF. No documento, a PF escreveu: “Registra-se, por fim, que o material analisado contém referências a autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função, notadamente parlamentar federal”.

“A análise da trajetória pessoal e dos dados relacionados a Willer revelou a existência de uma ampla rede de contatos com agentes públicos e figuras de projeção política, incluindo políticos, servidores públicos, integrantes do Ministério Público e pessoas vinculadas ao Poder Judiciário (…)”, consta.

“Entre os vínculos que merecem especial atenção está aquele relacionado ao senador Flávio Bolsonaro, cuja proximidade com o investigado aparece indicada nos elementos analisados”, diz a PF. Segundo o R7, a investigação conta com menções a festas, encontros e reuniões entre Willer e Flávio.

“Durante as análises, foram identificados diversos elementos que evidenciam uma relação de proximidade entre Willer e Flávio Bolsonaro”, afirma a corporação.

Também foram identificados pagamentos de viagens ao parlamentar e um vínculo em uma conta bancária em nome da Alcazar Holding.

Nela, Flávio era mencionado como “usuário master”. Segundo a PF, em uma das contas bancárias do advogado, cerca de R$ 130 milhões foram movimentados entre março e maio de 2025. Para a Polícia Federal, é necessário aprofundar a apuração sobre a origem e a destinação dos recursos.

Defesa de Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz se manifestam sobre investigação

Segundo o R7, a defesa de Flávio Bolsonaro foi procurada, mas não se manifestou. Já a de Willer Tomaz afirmou que “causa estranheza o vazamento, num domingo e a poucas horas do debate entre os candidatos à Presidência, de um suposto inquérito até então desconhecido”. A informação é de 18 de outubro.

“Trata-se do uso indevido do aparato policial com o claro propósito de requentar acusações infundadas e interferir no resultado das urnas. A Rede Loto jamais operou como plataforma de apostas, e a Cathedral é tão somente uma holding patrimonial. Não houve circulação de recursos entre as empresas mencionadas”.

“Portanto, inexiste qualquer movimentação financeira irregular”, reitera a nota. “É igualmente inaceitável que a quebra do sigilo telemático do advogado Willer Tomaz sirva de instrumento para uma ‘pescaria probatória’ destinada a fabricar falsos escândalos com fins político-eleitorais”, finaliza.

Willer Tomaz já havia sido alvo de operação da PF

O advogado Willer TomazFoto: Reprodução/ND Mais

Em agosto, Willer Tomaz foi alvo de busca e apreensão em meio à Operação Sem Desconto. Na ocasião, a medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, por suspeita de que Willer Tomaz teria realizado operações de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos para o senador Weverton Rocha (PDT), segundo o R7.


Fonte: Clique aqui

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