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Florianópolis sedia seminário nacional que discute como atrair jovens e capacitar engenheiros para o mercado

Atrair, reter e capacitar os engenheiros de que o Brasil vai precisar na próxima década é um desafio que exige mobilização conjunta. Para enfrentá-lo, como uma de suas iniciativas, a Academia Nacional de Engenharia (ANE) realiza o Seminário ANE 2026 — O Futuro da Engenharia no Brasil, nos dias 5 e 6 de novembro, no Auditório Milton Fett da FIESC, em Florianópolis, que reúne academia, indústria, governo e estudantes em torno do tema e vai propor ações concretas para dinamizar a formação na área.

Depois do lançamento no Rio de Janeiro, em 2024, e da segunda edição em São Paulo, em 2025, o seminário chega pela primeira vez a Santa Catarina. A escolha tem razão. Segundo o Observatório ACATE, o estado forma cerca de 9 mil profissionais por ano em ciências, tecnologia, engenharia e matemática, enquanto o setor de tecnologia catarinense estima 100 mil vagas acumuladas até 2027. Desenvolvimento tecnológico, produtividade industrial, transição energética, soberania mineral e produção de alimentos dependem diretamente de engenheiras e engenheiros — e a formação desses profissionais se tornou um dos principais gargalos do crescimento do país.

O tema ganha painel próprio no dia 6. Sob a moderação de Sérgio Gargioni, o debate “Formação dos Engenheiros e Engenheiras do Futuro” reunirá José Roberto Boisson (Coordenador do Comitê de Ensino da ANE e Acadêmico), Adriana Maria Tonini (Presidente da ABENGE) e o acadêmico Emílio Matsuo para discutir estratégias de modernização do ensino, atração de novos talentos e redução da evasão.

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Na ocasião, Emílio Matsuo apresentará casos de boas práticas na área, enquanto Flávio Grynszpan abordará o projeto Embaixadores da ANE — iniciativa que conecta universitários à Academia para representá-la em suas instituições. A pauta incluirá também o projeto de continuidade das ações da ANE, desenvolvido pelo Acadêmico Carlos Alberto Schneider.

Os outros cinco painéis demonstram os setores estratégicos onde esses profissionais fazem falta: Inteligência Artificial e robótica na manufatura, terras raras, matriz elétrica, biofertilizantes e o próprio futuro da engenharia no país.

Entre os convidados de destaque estão Alvaro Prata (presidente da Embrapii); Tiago Longhi (head de Digital, Robótica e IA para Manufatura da WEG); Gil Giardelli (fundador da Gaia Creative 5era); a pesquisadora e acadêmica da ANE Mariangela Hungria (da Embrapa Soja e vencedora do World Food Prize 2025); Sumara Ticom (assessora executiva da Diretoria de Planejamento do NOS); Nelson Martins (coordenador do Comitê de Energia da ANE e acadêmico da instituição); Gabriel Mann (diretor da Engie); e Humberto Bicca (analista de extensão da Epagri e coordenador do Plano de Ação Estadual ABC+ de Santa Catarina).

Os Institutos SENAI de Inovação marcarão presença em dois painéis de destaque. Renato Simão, representante do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, participará do debate sobre Inteligência Artificial e Robótica. Já Luiz Gonzaga Trabasso integrará o painel sobre Terras Raras, ao lado dos professores da USP Laurindo Leal (acadêmico da ANE) e Fernando Landgraf.

A atração de talentos passa também pela presença feminina na profissão. O programa Nós da ANE – Mulheres na Engenharia traz acadêmicas que compartilham suas trajetórias para inspirar e reter novas engenheiras.

O seminário vai além do debate.

No encerramento, a ANE apresentará um documento de posicionamento com propostas para dinamizar a formação de engenheiros de excelência na próxima década. As discussões serão reunidas em um livro digital, e as empresas e instituições que aderirem à Aliança pelo Futuro da Engenharia no Brasil receberão da Academia um Diploma Oficial de Reconhecimento, numerado e registrado pela ANE.

“O Brasil decide nesta década sua matriz energética, seu lugar na corrida dos minerais críticos e a produtividade da sua indústria. Nenhuma dessas decisões se sustenta sem engenheiros com boa formação. Sairemos de Florianópolis com propostas, não só com diagnóstico já conhecido”, afirma o presidente da ANE, Mário Menel.

O Seminário é uma realização da Academia Nacional de Engenharia (ANE), com patrocínio do CREA-SC, da FIESC, da Teltec Solutions, da Ailos Cooperativa Unilos e da Engie, e apoio governamental do Governo do Estado de Santa Catarina. A iniciativa conta com o apoio institucional da Associação Catarinense de Engenheiros (ACE), do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (CTC/UFSC), da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), do UniSenai, da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), da Fundação CERTI, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), da Epagri, da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), além da parceria de mídia da NDTV.

Sobre a ANE

Fundada em 1991, a Academia Nacional de Engenharia (ANE) é uma entidade sem fins lucrativos, com sede no Rio de Janeiro, que reúne 200 membros titulares — engenheiros de notório saber, de diferentes áreas, com contribuição reconhecida ao desenvolvimento do Brasil. Fonte independente de aconselhamento para governo, sociedade e indústria em engenharia, ciência e tecnologia, a ANE promove debates e propostas de soluções para o desenvolvimento nacional, a sustentabilidade, a educação e a redução das desigualdades, preserva a memória da engenharia e reconhece quem inspira novas gerações.

Serviço:

Evento: Seminário ANE 2026 — O Futuro da Engenharia no Brasil

Data: 5 e 6 de novembro de 2026 (quinta e sexta-feira) · credenciamento às 8h

Local: Auditório Milton Fett · FIESC (Av. Osvaldo Rodrigues Cabral, 3800 — Itacorubi, Florianópolis/SC)

Inscrições no site


Fonte: Clique aqui

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