O levantamento indica que os democratas ampliaram sua vantagem sobre os republicanos em questões centrais como custo de vida e economia
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Os eleitores norte-americanos demonstram forte insatisfação com o presidente Donald Trump e o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, mas também mantêm desconfiança quanto à capacidade dos democratas de resolver os principais problemas do país, de acordo com pesquisa Associated Press-NORC divulgada neste sábado.
O levantamento indica que os democratas ampliaram sua vantagem sobre os republicanos em questões centrais como custo de vida e economia. Entre os eleitores registrados, 38% consideram o Partido Democrata mais preparado para lidar com o custo de vida, enquanto 27% apontam o Partido Republicano. Em fevereiro, as duas legendas apareciam empatadas na preferência do eleitorado no tema. Em relação à economia, cerca de 4 em cada 10 eleitores registrados preferem os democratas, ante 26% apurados em fevereiro.
A insatisfação com a oposição atual beneficia candidatos democratas, uma vez que a aprovação do governo Trump sobre o custo de vida e a gestão econômica permanece baixa. Além disso, cerca de 6 em cada 10 eleitores veem o Partido Republicano como voltado para “ajudar pessoas ricas e poderosas”, contra 3 em cada 10 que dizem o mesmo sobre os democratas. O estudo mostra ainda que 55% dos eleitores consideram o Partido Republicano “muito extremo”, ante 45% que aplicam o termo aos democratas.
Apesar da vantagem democrata nos temas econômicos, a pesquisa revela um ceticismo generalizado do eleitorado em relação à classe política. Apenas cerca de 2 em cada 10 eleitores registrados avaliam que descrições como “capaz de resolver problemas importantes” ou “focado em ajudar pessoas como eu” se aplicam bem ao Partido Democrata – patamar similar ao registrado pelo Partido Republicano. A sondagem AP-NORC ouviu 2.140 pessoas entre 24 e 28 de setembro.
Horário de Verão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou neste sábado (3) o senador republicano Tom Cotton, do Arkansas, a apoiar um projeto de lei que torna permanente o horário de verão. Para isso, incentivou os americanos a ligarem para o que aparentava ser o número de celular pessoal de Cotton, que preside o Comitê de Inteligência do Senado.
A Lei de Proteção da Luz Solar (Sunshine Protection Act) foi aprovada pela Câmara em julho, mas enfrenta resistência no Senado, onde alguns republicanos se opõem veementemente à proposta. Os defensores, entre eles a Casa Branca, argumentam que a mudança garantiria mais luz do dia nos períodos em que os americanos estão mais ativos.
Os críticos, por sua vez, afirmam que a adoção permanente do horário de verão deixaria as manhãs de inverno mais escuras e potencialmente mais perigosas, sobretudo quando crianças estivessem esperando o ônibus escolar e pais estivessem a caminho do trabalho.
A ofensiva de Trump representa uma escalada em uma antiga divergência entre os dois: enquanto o presidente defende a adoção permanente do horário de verão, Cotton se opõe à medida. O embate ocorre a poucas semanas das eleições de meio de mandato quando os republicanos prefeririam que Trump concentrasse seus esforços em questões relacionadas ao custo de vida e nas conquistas do partido.
Cotton também concorre à reeleição em novembro, embora a disputa não seja considerada acirrada. A discussão sobre a mudança de horário se estendeu ao longo de todo o sábado.
Trump respondeu prontamente em outra publicação. “Se Tom Cotton priorizasse o Arkansas, ele daria ao Estado uma hora extra de luz do dia e, mais importante, os moradores não precisariam correr por suas casas, fazendas, locais de trabalho e todos os outros lugares duas vezes por ano para ajustar os relógios – e muitas vezes acabam esquecendo de fazê-lo”, escreveu. “Isso sim é priorizar o Arkansas”, acrescentou.
Enquanto sua comitiva retornava à Casa Branca após uma visita ao campo de golfe, Trump afirmou que “uma mesa cheia de pessoas muito distintas acabou de me dizer que ODEIAM, logo após uma mudança de horário obrigatória, voltar para casa à noite – e está ESCURO”.
“É deprimente!”, continuou Trump. “Um dos senhores afirmou: ‘Eu simplesmente odeio voltar para casa no escuro’. Além disso, em estados democratas com altos índices de criminalidade, é muito mais perigoso caminhar para casa no escuro!”
Esta não é a primeira vez que Trump divulga informações pessoais de um senador. Durante a campanha pelas primárias republicanas de 2016, ele já havia exposto dados pessoais de um senador em meio a uma disputa política.

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