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Flávio Dino é cotado para 2030 e pode retornar ao PSB, dizem dirigentes

O protagonismo de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a alimentar especulações sobre seu futuro político e uma eventual candidatura à Presidência da República em 2030. Dirigentes do PSB afirmam que o ministro seria bem-vindo de volta à legenda caso decida se aposentar da Corte.

A possibilidade ganhou força após a sessão do STF realizada em 15 de setembro, marcada por discussões entre ministros durante o debate sobre uma possível investigação envolvendo Alexandre de Moraes e suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Dino saiu em defesa de Moraes e protagonizou um embate com o presidente do Supremo, Edson Fachin.

A trajetória política do ministro também alimenta as especulações. Antes de chegar ao STF, Dino foi deputado federal, governador do Maranhão por dois mandatos e senador. Segundo a Folha, aliados do ministro continuam envolvidos nas disputas políticas maranhenses, o que tem provocado questionamentos sobre sua atuação política mesmo após a chegada ao Judiciário.

Possível retorno ao PSB

Dino era filiado ao PSB antes de ser indicado ao Supremo. Dirigentes da legenda afirmaram à Folha que ele teria espaço para retornar ao partido caso deixe a magistratura.

Entre integrantes da esquerda, o ministro também é citado como um dos nomes que poderiam ocupar espaço na política nacional após o ciclo eleitoral de Lula. A hipótese, no entanto, depende de uma eventual saída de Dino do STF e de sua decisão de retornar à atividade partidária.

Durante sua passagem pela Corte, Dino colocou sob análise temas relacionados à transparência das emendas parlamentares e aos chamados penduricalhos do serviço público. Essas pautas passaram a integrar sua atuação no Supremo e podem fazer parte do debate sobre seu futuro político.

Atuação no STF

Nas últimas semanas, Dino também esteve no centro de decisões envolvendo a Polícia Federal e outras investigações em tramitação no Supremo. Em setembro, ele suspendeu uma decisão de André Mendonça que havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinando sua reintegração ao cargo. Posteriormente, Fachin suspendeu decisões conflitantes de Dino e Mendonça sobre o comando da corporação.

No Maranhão, a atuação do ministro também permanece sob atenção. Reportagem da Folha mostrou que decisões de Dino em processos envolvendo integrantes do grupo político do governador Carlos Brandão reacenderam o debate sobre sua relação com a política estadual. A assessoria do ministro afirma que ele abandonou a atividade política ao assumir o STF.

Fonte: Clique aqui

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