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Ex-cunhado de Gilmar Mendes foi contratado por Vorcaro para atuar em processos de interesse do Master no STF

Ministro foi sondado por advogados de Vorcaro para votar favoravelmente a interesses do Banco MasterFoto: Carlos Moura/SCO/STF/ND Mais

O ex-senador Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi contratado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master para tratar de processos que tramitavam na Corte, incluindo um caso sob a relatoria do próprio ministro.

As informações são do Jornal O Estado de S. Paulo, obtidas em conversas interceptadas pela Polícia Federal no aparelho de celular de Daniel Vorcaro.

Assessoria milionária do ex-cunhado de Gilmar Mendes com Vorcaro

As investigações da PF apontam que, entre abril e novembro de 2024, Chiquinho Feitosa negociou um contrato de prestação de serviços de “assessoria” com remuneração mensal de R$ 500 mil.

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Chiquinho Feitosa e Gilmar Mendes, em evento da CNA.Foto: Reprodução/Redes Sociais/ND Mais

O acordo foi fechado por meio da Super Empreendimentos, uma empresa de Vorcaro que atualmente é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Nos diálogos obtidos com exclusividade pelo Estadão, o ex-cunhado de Gilmar Mendes prestava contas ao banqueiro sobre o andamento de pautas de interesse do Banco Master, especificamente em casos envolvendo a compra de precatórios e regras para cursos de medicina.

Reunião no STF e processos envolvendo Gilmar Mendes

A reportagem do jorrnal paulista detalha que Feitosa atuou nos bastidores para intermediar uma reunião institucional entre os advogados do Banco Master — incluindo o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco — e o ministro Gilmar Mendes.

O encontro presencial foi realizado em 11 de abril de 2024, no gabinete do magistrado, que nesta semana protagonizou ataques e bate-boca com o relator do Caso Master, no STF, ministro André Mendonça.

Apesar do esforço do ex-cunhado para fazer a ponte com o Supremo, os votos de Gilmar Mendes nos dois processos monitorados por Vorcaro foram desfavoráveis aos interesses financeiros do Banco Master e de seus fundos parceiros.

O ministro votou contra o pagamento dos precatórios da Usina Agroindustrial Tabu e a favor da manutenção das regras do Mais Médicos para a abertura de vagas de medicina.

O que dizem os envolvidos

Em nota oficial enviada ao Estadão, o ministro Gilmar Mendes garantiu que não tinha nenhum conhecimento sobre as tratativas financeiras entre seu ex-cunhado e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Ele confirmou ter recebido os advogados na sede do Tribunal de forma transparente, mas ressaltou que não atende por interesses de ex-parentes e que votou contra os pleitos do banco em todas as oportunidades.

Chiquinho Feitosa, por sua vez, admitiu a contratação por um curto período pela Super Empreendimentos, justificando que a empresa era vista como idônea pelo mercado na época. No entanto, ele negou ter trabalhado formalmente para o Banco Master.

O advogado Bruno Bianco declarou que exerceu sua advocacia de forma totalmente independente e regular, realizando despachos técnicos sem vínculo empregatício direto com os quadros do banco.


Fonte: Clique aqui

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