A repercussão em torno da ocorrência policial envolvendo a suplente ao Senado Fernanda Klitzke ganhou novos desdobramentos na noite deste domingo (13), com a divulgação de um vídeo oficial do governador Jorginho Mello (PL). Na legenda da publicação, Mello reforça o tom de confronto político ao afirmar que a oposição é “ardiosa”, mas destaca que “o catarinense confia na melhor polícia do Brasil”.
O material detalha que a dinâmica teve início quando a mãe de uma criança autista acionou a PM devido ao som alto em frente à sua residência. Áudios resgatados da ligação feita ao 190 mostram o relato de que a moradora foi ameaçada e que houve tumulto na rua.
Segundo o governador, militantes do partido teriam ido para cima dos policiais no local da ocorrência, tentando tumultuar o trabalho da guarnição e até desarmar uma policial, o que motivou pedidos urgentes de reforço.
Jorginho Mello defende a PMSC
Jorginho Mello aparece em vídeo defendendo a PM e criticando a oposiçãoVídeo: Jorginho Mello/Reprodução/ND Mais
O posicionamento compara o episódio a situações ocorridas em São Paulo e classifica a postura da oposição como uma tentativa de propagar mentiras e culto à desordem contra as forças de segurança.
Jorginho também defende no vídeo que: ” a esquerda tentou montar uma grande armadilha contra a nossa Polícia Militar, mas se deu mal”. O governador acredita que a situação é uma armadilha política orquestrada pela oposição.
Segundo a publicação do governador, militantes teriam avançado contra a guarnição, tentando tumultuar a ação policial e desarmar uma agente após uma chamada por perturbação de sossego, o que configuraria uma articulação da oposição para propagar desordem e acusações falsas contra a corporação catarinense.
PT reage e cobra apuração sobre a violência contra Fernanda Klitzke
Do outro lado, o posicionamento do governo foi duramente rebatido por lideranças de oposição. Décio Lima (PT), candidato a Senador por Santa Catarina, aponta que a postura oficial estaria ignorando registros em vídeo que mostrariam os excessos na abordagem à advogada, classificando a manifestação governista como uma tentativa de blindar a corporação e desqualificar as denúncias de agressão.


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