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Bahia concentra 46% da receita das 50 maiores empresas do Nordeste

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A Bahia se consolidou como um dos principais polos empresariais do Nordeste ao colocar 15 empresas entre as 50 maiores companhias da região, segundo a edição 2026 do anuário Valor 1000, do jornal Valor Econômico, elaborado com base nos resultados financeiros de 2025.

As empresas sediadas na Bahia respondem por aproximadamente 46% da receita líquida das companhias que integram o ranking regional. O resultado coloca o estado à frente de Maranhão, Ceará e Pernambuco nesse indicador.

O Ceará também aparece com 15 empresas entre as 50 maiores, enquanto Pernambuco soma oito companhias. Em participação na receita regional, o Maranhão aparece com 18,3%, o Ceará com 17,8% e Pernambuco com 8,3%.

A edição 2026 do Valor 1000 considera os resultados registrados pelas empresas em 2025. O anuário é produzido pelo Valor Econômico em parceria com a Serasa Experian e instituições ligadas à Fundação Getulio Vargas, utilizando indicadores financeiros e de desempenho empresarial.

Braskem lidera empresas da Bahia

A Braskem aparece como a maior empresa baiana no levantamento, com receita líquida de aproximadamente R$ 70,2 bilhões em 2025. Na sequência está a Suzano, com cerca de R$ 50,2 bilhões.

A Acelen ocupa a terceira posição entre as empresas da Bahia, com receita líquida de aproximadamente R$ 45,6 bilhões. A companhia, responsável pela operação da Refinaria de Mataripe, também aparece entre as maiores empresas do Nordeste. Em sua divulgação sobre o ranking, a Acelen destacou sua posição entre as maiores companhias brasileiras e a vice-liderança regional.

O desempenho da Suzano também ganhou destaque na edição deste ano. A companhia registrou R$ 50,1 bilhões de receita em 2025, alta de 6% em relação ao ano anterior, e foi reconhecida como líder do setor de papel e celulose no Valor 1000.

Veja as 15 maiores empresas da Bahia

Considerando a receita líquida de 2025 apresentada no levantamento, o ranking das empresas baianas é:

  1. Braskem, R$ 70,2 bilhões
  2. Suzano, R$ 50,2 bilhões
  3. Acelen, R$ 45,6 bilhões
  4. Larco, R$ 16,2 bilhões
  5. Petrobahia, R$ 10,5 bilhões
  6. Cibra, R$ 8,2 bilhões
  7. Embasa, R$ 6,6 bilhões
  8. Atakarejo, R$ 5,3 bilhões
  9. LM, R$ 5,2 bilhões
  10. Bahiagás, R$ 3,1 bilhões
  11. PetroReconcavo, R$ 3,1 bilhões
  12. Ferbasa, R$ 2,3 bilhões
  13. Moove, R$ 1,9 bilhão
  14. Veracel, R$ 1,9 bilhão
  15. Fortimaxxi, R$ 1,9 bilhão

Indústria domina economia empresarial baiana

Os números mostram a forte concentração da economia empresarial da Bahia em setores industriais e de energia. Entre as maiores companhias aparecem empresas ligadas a petróleo e gás, refino, petroquímica, papel e celulose, fertilizantes e siderurgia.

O varejo tem participação mais restrita. Entre as 15 empresas listadas, o Atakarejo é o principal representante do comércio, enquanto a LM, ligada ao segmento de transporte e logística, aparece como destaque na área de serviços.

Esse perfil reforça o peso da indústria de transformação e da cadeia de energia na economia baiana, setores que concentram algumas das maiores receitas empresariais do estado.

Fertilizantes têm forte crescimento

Um dos destaques de crescimento no levantamento é a Fortimaxxi, do setor de fertilizantes, que aparece pela primeira vez entre as maiores empresas baianas. Segundo os dados apresentados pelo Bahia Econômica, a companhia registrou crescimento de 42% no faturamento em relação a 2024.

O Atakarejo também apresentou avanço expressivo, com alta de 20%, enquanto a LM registrou crescimento de 26% no período.

O resultado mostra que, apesar da predominância dos grandes grupos industriais, outros segmentos vêm ganhando espaço entre as empresas de maior faturamento do estado.

Bahia mantém peso na economia do Nordeste

A presença de 15 companhias baianas entre as 50 maiores do Nordeste reforça a dimensão econômica do estado dentro da região. A participação de cerca de 46% da receita líquida regional evidencia o peso das grandes empresas sediadas na Bahia e a importância de setores como energia, petróleo, petroquímica e celulose.

O ranking também revela que a economia baiana continua fortemente ancorada em grandes grupos empresariais, mas já apresenta sinais de diversificação, com a presença de varejo, logística, saneamento, fertilizantes e outros segmentos entre as companhias de maior faturamento.

Fonte: Clique aqui

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