Natural de São Ludgero, no Sul de Santa Catarina, o bilionário Itamar Locks, conhecido como Rei da Soja, figurou na lista dos 10 empresários do agronegócio mais ricos do país, elaborada pela Forbes – revista norte-americana especializada em economia – em 2026. Aos 71 anos, o catarinense aparece na oitava posição, com um patrimônio estimado de R$ 6,7 bilhões.
Considerando empresários de todas as áreas econômicas do país, Locks aparece na 54ª colocação. O catarinense é um grande acionista do Grupo Amaggi, empresa produtora de soja, algodão e milho e também conta com sua própria empresa, o Grupo Locks, fundado em 2006 e atualmente administrado por seu filho, Samuel Maggi Locks.
Rei da Soja começou sua trajetória no MT, em 1980
Apesar da origem no pequeno município catarinense com pouco mais de 14 mil habitantes, o empresário iniciou sua jornada no agronegócio no Mato Grosso, na década de 1980. Conforme o estrategista territorial Anderson Rogerio Pinto, Locks foi um dos responsáveis pela transformação da região do cerrado mato-grossense.
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Durante as décadas iniciais, Locks desenvolveu uma relação de amizade com André Maggi, o fundador da Amaggi. Na época, a empresa tinha apenas cinco anos de funcionamento e os empreendedores decidiram unir forças para impulsionar o negócio que viria a se tornar um dos maiores produtores de grãos do Brasil.
Fortuna de um dos empresários mais ricos do agro no Brasil vem do Grupo Amaggi
A parceria entre os empresários tomou outro rumo quando Locks se casou com a filha de André, a Vera Lúcia Maggi. O bilionário chegou a ocupar a posição de CEO da divisão agrícola do Grupo Amaggi, mas atualmente ocupa a posição de acionista.
Em um relatório divulgado em 2025, o Grupo Amaggi revelou ter faturado cerca de US$ 8,5 bilhões no ano, o que corresponde a aproximadamente R$ 43,35 bilhões. Com 74 unidades em 42 municípios de nove estados brasileiros, o grupo produziu cerca de 1,9 milhão de toneladas de grãos.
A empresa também possui unidades na Argentina, China, Holanda, Noruega, Paraguai, Suíça e Singapura e comercializou 22,5 milhões de toneladas de grãos e fibras em 2025.


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