O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que a PEC que prevê o fim da escala 6×1 será analidada em plenário ainda em 2026, mas somente depois das eleições. A proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Cosntituição e Justiça) nesta semana e é uma das prioridades do governo Lula.
A votação da proposta estava sendo articulada para ocorrer antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. No entanto, Alcolumbre confirmou que a análise ficará para depois do pleito.
Quando será votado o fim da escala 6×1?
Segundo Alcolumbre, a PEC será levada ao plenário do Senado após as eleições, ainda em 2026. A declaração ocorreu durante um discurso do senador Paulo Paim (PT-RS), que está se despedindo do Congresso Nacional após 39 anos de atuação.
Ao cumprimentar Paim, Alcolumbre afirmou que o parlamentar ainda estará no Senado para votar a proposta que trata do fim da escala 6×1.
A declaração ocorreu um dia depois de a PEC avançar na CCJ, aumentando a expectativa de que a matéria fosse analisada rapidamente pelo plenário.
Governo queria votação antes das eleições
O fim da escala 6×1 era tratado como uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional e também integra a agenda de campanha pela reeleição.
A expectativa do Executivo era que a proposta fosse aprovada antes do primeiro turno das eleições. Apesar disso, Alcolumbre não incluiu a PEC na pauta do Senado antes do pleito.
Nesta semana, o Congresso concentrou a votação de outras propostas consideradas prioritárias pelo governo. Entre elas, estão medidas relacionadas à chamada “taxa das blusinhas” e ao projeto sobre minerais críticos.
PEC já passou pela Câmara
A proposta que trata do fim da escala 6×1 também já avançou na Câmara dos Deputados. Segundo as informações divulgadas, o texto passou pela Casa em maio.
No Senado, a matéria avançou na CCJ nesta semana e agora depende da votação em plenário para continuar sua tramitação.
Paulo Paim também é autor de proposta sobre a jornada
O senador Paulo Paim é autor de outra proposta relacionada ao tema. O texto foi apresentado em 2015 e recebeu aprovação da CCJ em dezembro do ano passado.
A proposta avançou após ser reunida a sugestões apresentadas pelos deputados Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG).
Durante o discurso de despedida de Paim, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou acreditar que Alcolumbre colocará a matéria em votação e relacionou a trajetória do senador à discussão sobre a jornada de trabalho.


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