A investigação sobre o paradeiro de Vinícius Valente da Silva, o bancário paulista de 30 anos desaparecido em Florianópolis desde o início de agosto, está próxima de ser concluída.
O coordenador do SOS Desaparecidos da PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), Leonardo Baccin, afirmou nesta segunda-feira (24) ao ND Mais que as apurações avançam e que um desfecho é aguardado ainda para esta semana.
Após 18 dias de buscas sem respostas definitivas, familiares e amigos próximos de Vinícius continuam mobilizados pela elucidação do caso, cobrando judicialmente a quebra do sigilo telefônico e a identificação das últimas pessoas que estiveram com ele.
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Família cobra quebra de sigilo e primo relata angústia sobre bancário desaparecido
Para acompanhar e auxiliar nas diligências, Antônio, primo de criação que declara considerar Vinícius “como um filho que não teve”, viajou de São Paulo a Santa Catarina na última semana.
Às 15h45 desta segunda-feira (24), ele embarcou em um ônibus de retorno à capital paulista para articular formalmente o pedido de quebra de sigilo telefônico junto aos investigadores locais.
Em nota oficial enviada ao ND Mais, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que a Divisão de Desaparecidos da Polícia Civil de São Paulo também atua no caso e que as duas corporações trabalham em regime de cooperação e intercâmbio de dados de inteligência.
Em entrevista à reportagem, Antônio relatou a dor e a incerteza sobre o paradeiro do primo. “Um sentimento péssimo. Eu não acho que esse menino está vivo. Eu tenho uma ligação muito forte com ele. Vinícius não é de sumir. Se ele conseguisse fugir, alguma coisa, a primeira pessoa para quem ele teria ligado sou eu”, afirmou.
A família insiste na quebra dos sigilos telefônico e bancário para reconstituir os últimos passos e transações financeiras do bancário.
Registros em aplicativo e passagem por hostel reconstituem passos de bancário desaparecido
As últimas movimentações confirmadas de Vinícius indicam que ele esteve na residência de um suposto amigo. O ponto foi mapeado a partir de dados de uma corrida solicitada por aplicativo de transporte e de um pedido feito por meio de uma plataforma de entrega de comida.
“Eu acho que até o pedido que ele fez do iFood pode ter sido um pedido de socorro. É o que passa na minha cabeça”, declarou Antônio.
Imagens que circulam nas redes sociais registraram a presença de Vinícius em um hostel na região da Lagoa da Conceição, próximo ao endereço do amigo onde a entrega havia sido solicitada.
Prima relata angústia em buscas por bancário desaparecidoVídeo: Reprodução/ND Mais
De acordo com Antônio, o bancário buscou o estabelecimento após ter ficado trancado do lado de fora da casa “apenas com o celular e a roupa do corpo”.
No local, ele pediu um carregador de celular emprestado e tentou contato com o morador da residência até conseguir retornar para recolher seus pertences.
“Depois que voltou, teve uma pessoa que acompanhou ele, uma pessoa grisalha, que buscou ele e depois foram para não sei onde, e a gente não tem mais pista”, detalhou o familiar.
Mensagens no celular pararam de chegar dias após saída de bancário desaparecido de hostel
De acordo com a proprietária do hostel, Vinícius chegou ao local carregando apenas uma mochila pequena, fato que chamou sua atenção por não aparentar conter mudas de roupas. Antônio, contudo, informou que o jovem havia saído de São Paulo transportando uma mala verde.
No relato à administração do estabelecimento, “ele teria dito que o amigo não abriu a porta da casa e não estaria conseguindo contato, por isso veio para o hostel”.
Em 6 de agosto, o bancário realizou o check-out do estabelecimento após finalmente restabelecer contato com esse conhecido. O último contato direto com Vinícius ocorreu nessa mesma data.
Mensagens enviadas ao seu aplicativo continuavam sendo entregues até o dia 10 de agosto, embora nenhuma tenha sido respondida. A partir do dia 11 de agosto, as comunicações deixaram de ser recebidas pelo aparelho.
Ação trabalhista de R$ 100 mil e apuração de fraudes cercam rotina de bancário desaparecido
Durante a entrevista ao ND Mais, Antônio revelou que Vinícius havia recebido recentemente uma indenização de R$ 100 mil decorrente de uma ação trabalhista.
Na sua atividade profissional em uma instituição bancária, ele atuava diretamente na área de investigação e combate a fraudes financeiras, setor que envolve a análise e o monitoramento de transações vinculadas a organizações criminosas.


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