A corrida eleitoral em Santa Catarina ganhou um novo capítulo. Gelson Merisio (PSB), candidato da Frente de Esquerda, revelou que já trabalha com uma data específica para trazer o presidente Lula (PT) ao Estado durante a campanha: 20 de setembro.
A informação foi confirmada pelo próprio candidato durante a sabatina da NDTV, quando ele foi questionado sobre os planos de aproximação com o petista. Merisio não escondeu a estratégia por trás da escolha do momento. “Quanto mais pra frente, melhor”, disse, deixando claro que pretende guardar essa carta para a reta final da disputa, quando o cenário eleitoral costuma ficar mais acirrado e as atenções dos eleitores, mais concentradas.
A decisão de trazer Lula para um ato de campanha em Santa Catarina não é aleatória. Ela reflete uma estratégia mais ampla de Merisio: nacionalizar parte do debate eleitoral catarinense e reforçar, na mente do eleitor, a associação direta entre sua candidatura e a figura do presidente.
Essa aproximação, aliás, já não é novidade. Merisio deu a largada de sua campanha ao lado de Lula em São Bernardo do Campo, berço político do petista, sinalizando desde o início que o apoio presidencial é peça central de sua estratégia eleitoral.
Um candidato “a pedido” de Lula
A proximidade entre Merisio e o presidente não é só discurso de campanha. O próprio repete que sua candidatura nasceu de um pedido direto do próprio Lula, que vê nele o nome com melhores condições de disputar o governo do estado pelo campo progressista.
Essa relação ficou ainda mais explícita nos discursos do candidato, que tem repetido que seu maior objetivo na disputa não é apenas vencer a eleição estadual, mas também ajudar a ampliar o percentual de votos de Lula em Santa Catarina na corrida presidencial. A lógica é de mão dupla: Merisio aposta em usar o prestígio do presidente para impulsionar sua própria candidatura, enquanto se compromete a “puxar votos” para a reeleição de Lula no estado; um dos maiores redutos eleitorais da direita no Brasil.
Na convenção que oficializou a chapa de esquerda, o discurso foi direto: o objetivo da aliança é levar Merisio ao segundo turno e, ao mesmo tempo, ampliar a votação do presidente na região.

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