Um laudo divulgado pela Polícia Científica nesta segunda-feira (17) confirmou que a estudante de ciências biológicas Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi morta por asfixia por constrição cervical. O documento oficializa a causa da morte no inquérito que apura o assassinato da jovem, ocorrido no município de Sangão, no Sul catarinense, no dia 7 de agosto de 2026.
A constrição cervical é a compressão ou o aperto do pescoço que bloqueia as vias respiratórias ou interrompe a circulação de sangue para o cérebro, abrangendo lesões provocadas por esganadura, estrangulamento ou enforcamento. O resultado da perícia é compatível com o depoimento prestado pelo namorado da vítima, José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos.
Preso desde que o corpo foi localizado, ele confessou à Polícia Civil ter matado a jovem com um golpe de “mata-leão” após uma discussão iniciada quando a vítima descobriu mensagens que ele trocava com outras mulheres.
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De acordo com as investigações, o crime aconteceu na virada de quinta (6) para sexta-feira (7). Ao tentar sair da residência do investigado, Joviana foi agredida e sufocada. Após o assassinato, o suspeito trancou o corpo no próprio quarto e usou o celular da vítima para enviar mensagens à família dela se passando pela jovem. O corpo só foi encontrado na segunda-feira (10), quando a mãe desconfiou das respostas e acionou as autoridades.
Família da vítima falou sobre o caso
Em entrevista concedida para o Domingo Espetacular no último domingo (16), a irmã da vítima, Lívia Beatriz Iankovski, revelou que a jovem queria terminar o relacionamento, mas dizia não conseguir sair dele.
“Ela não falava muito sobre o relacionamento, sobre se ela estava feliz ou não. Mas quando a gente perguntou, ela falou que não conseguia sair, queria sair mas não conseguia”, disse. O padrasto de Joviana, Roberto Cesar de Almeida, também afirmou que não tinha conhecimento sobre a condição do relacionamento.
“Não existe dor maior. Nunca imaginei que eu ia sentir essa dor. Já senti dor pelo meu pai, minha mãe, mas nada se compara. Não existe dor maior do que essa”, disse a mãe da vítima, Viviane de Oliveira.

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