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Avaí mostra alma no fim para buscar uma vitória vital contra o Operário-PR

O lateral direito Walisson, do Avaí, entrou e decidiu a partida no final, na vitória de virada por 2 a 1 contra o Operário-PRFoto: Lucas Rhamon/AFC/ND

O Avaí conseguiu uma vitória heroica no apagar das luzes, de virada, diante do Operário-PR, e que pode ter um peso enorme na luta contra o rebaixamento. Foi uma vitória construída na insistência, na intensidade e, principalmente, na capacidade de não desistir quando a partida parecia perdida. Mas também foi um jogo que expôs claramente os limites ofensivos da equipe e alguns equívocos na estratégia inicial.

Allan Aalapostou em uma formação mais sólida defensivamente, com três zagueiros e o 3-5-2 como desenho para explorar os contra-ataques. A ideia era proteger melhor a área, marcar com intensidade e encontrar espaços nas costas da defesa adversária.

O problema começou ainda no aquecimento, com a perda de Daniel Penha. A saída do meia obrigou o treinador a mudar o planejamento e a entrada de Léo Chú deixou o Avaí praticamente com dois jogadores no meio-campo, transformando a estrutura em um 5-2-3.

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O atacante Léo Chú, foi o substituto escolhido por Allan Aal de Daniel Penha no AvaíFoto: Lucas Rhamon/AFC/ND

Na prática, a equipe ficou muito dependente das bolas longas e das transições. Houve algumas boas estocadas por dentro, especialmente procurando Felipe Vizeu, mas o atacante ainda demonstra, de forma evidente, a falta de ritmo de jogo. Em alguns lances, conseguiu sair à frente dos zagueiros, mas perdeu o duelo justamente na sequência da jogada. Faltou perna para transformar as oportunidades em situações mais incisivas.

O Avaí teve, inclusive, uma enorme chance para abrir o placar logo aos cinco minutos. Em uma marcação alta, Thayllon roubou a bola, Léo Chu encontrou o atacante, que foi derrubado dentro da área. Pênalti claro. Felipe Vizeu, jogador experiente, de 29 anos, assumiu a responsabilidade, mas acertou a trave. Depois disso, o Avaí praticamente desapareceu ofensivamente. Na metade do segundo tempo, tinha apenas uma finalização na direção do gol.

Foi um jogo tecnicamente fraco das duas equipes. O Operário finalizou 21 vezes, mas também encontrou dificuldades diante da forte marcação Avaiana. Nesse aspecto, a estratégia defensiva funcionou. O Avaí foi competitivo sem a bola, fechou espaços e incomodou o adversário. O problema foi quando precisou jogar. Faltou criatividade, qualidade e presença ofensiva.

O empate parecia inevitável até os 40 minutos do segundo tempo, quando um erro bizarro de Jefferson Maciel permitiu que Mingotti, atacante do Operário colocasse o time paranaense em vantagem. E foi justamente aí que Allan acertou nas mudanças. As entradas de Zé Ricardo, Walisson e Jean Lucas deram outra dinâmica ao Avaí. Jean Lucas, principalmente, ofereceu a qualidade que estava faltando no meio.

Pouco depois, veio a reação. Jean Lucas arriscou de fora da área, acertou um balaço no travessão e, no rebote, Jefferson Maciel apareceu para empatar. O zagueiro que havia sido vilão minutos antes se transformava em herói.

Aquele gol mudou o Avaí. Devolveu confiança, despertou intensidade e fez a equipe acreditar novamente. É exatamente esse espírito que tem sido cobrado: um Avaí que não aceite o resultado, que pressione, que lute por cada espaço e que carregue a sua tradição de raça e competitividade.

O segundo gol veio nessa insistência. Wallison chutou, a bola desviou, voltou para ele e o lateral atacou o espaço dentro da área. Contou com a falha do goleiro Vagner, mas teve mérito por acreditar até o fim. Virada e três pontos fundamentais.

A vitória não apaga os problemas. O Avaí precisa produzir muito mais ofensivamente e não pode depender sempre de uma reação nos minutos finais. Mas o triunfo traz algo indispensável neste momento: confiança e esperança.

A distância do Avaí para o Ceará diminui para dois pontos

Avaí venceu de virada o Operário-PR fora de casaFoto: Lucas Rhamon/AFC/ND

Com o resultado, a distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Ceará, caiu para apenas dois pontos. Na quarta-feira, contra o Sport, na Ressacada, o Avaí pode até deixar a zona. Se vencer e o Ceará perder para o Náutico, a saída será confirmada.

Depois de 12 rodadas dentro da zona de rebaixamento, o Avaí precisa transformar esse senso de urgência em atitude. A vitória sobre o Operário mostrou que ainda existe vida. Agora, será preciso transformar a reação heroica em regularidade. E, para isso, a Ressacada cheia será fundamental.


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