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A crise global da indústria automobilística a combustão, que fez o setor encolher para o menor nível em mais de duas décadas na Alemanha e a Toyota, maior montadora do mundo, comunicar prejuízo pela primeira vez em 71 anos de existência, chegou a Goiana.
Embora sem citar especificamente a planta da companhia ou o Polo Automobilístico de Pernambuco, o presidente da Stellantis na América do Sul, Herlander Zola, disse que a companhia está reavaliando a estratégia tecnológica que havia definido para a América do Sul. Especialmente em relação aos produtos da linha Jeep, que têm a melhor performance no segmento e são fabricados em Goiana.
Crescimento de vendas
A verdade é que a Stellantis, depois do crescimento exponencial dos elétricos da China, está avaliando alternativas de eletrificação para reconquistar os motoristas, incluindo uma versão flex da tecnologia de extensor de alcance da parceira Leapmotor, chamada de REEV, que a empresa já começou a desenvolver para a Região.
Está atrasada. E parece claro que a companhia não percebeu claramente o risco que a chegada dos elétricos chineses representava para o seu negócio no Brasil quando há três anos lançou seus projetos de investimentos, inclusive no polo de Goiana (PE), e incluiu apenas a possível fabricação dos veículos da Leapmotor.
Presidente Lula anuncia autorização para prorrogação dos incentivos fiscais para o polo automotivo de Pernambuco – GUGA MATOS/JC IMAGEM
SUVs médios
O problema é que tudo mudou. Em 2023, apenas o modelo Compass era o líder absoluto entre os SUVs médios, com 42,8% de participação no C-SUV e figurou entre os 10 mais vendidos do ano no mercado geral. Ano passado, a Jeep vendeu mais de 124 mil unidades e cresceu 22% em relação ao ano anterior . Ela ainda é líder do segmento desde o seu lançamento no Brasil, mas o cenário futuro não é mais o mesmo.
Isso explica por que a Stellantis está revendo o seu olhar tecnológico para a região, chamado originalmente de Bio-Hybrid. Em sua entrevista nesta quinta-feira(13) no Brasil, Herlander Zola reconheceu que a Jeep perdeu terreno por não ter conseguido renovar sua oferta de produtos e tecnologias com a rapidez necessária para acompanhar a expansão das montadoras chinesas.
Mais prejudicada
Não foi só ela, embora, de fato, a marca Jeep talvez seja uma das que mais sofrem e sofrerão com o avanço chinês e a adoção de novas tecnologias naquela faixa de preço onde a linha Jeep atua. Na ponta, a Jeep está perdendo mercado no Uruguai e no seu maior cliente na América do Sul, que é a Argentina.
Este ano, o Brasil praticamente dobrou a importação de automóveis da China no primeiro semestre. Foram 140 mil emplacamentos — contra 71 mil no mesmo período de 2025 — de veículos vindos do país asiático, segundo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Desmontados
Quando o governo, através do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), renovou nesta terça-feira (23) uma cota de importação sem impostos de veículos elétricos semimontados e desmontados, beneficiando diretamente a BYD, a Anfavea chamou a decisão de intempestiva.
E lembrando que a mudança ocorreu em detrimento do interesse de empresas e de milhares de trabalhadores espalhados por nove estados do país. E os fabricantes anunciaram R$140 bilhões em investimentos no Brasil até 2033. O governo fez cara de paisagem.
Fábrica da Jeep em Goiana-PE – DIVULGAÇÃO
Planta de Goiana
Entretanto, a nova decisão da Stellantis para a América do Sul está diretamente relacionada à planta da Jeep em Pernambuco. E sem que ela tenha sido preparada para, no menor tempo possível, passar também a produzir veículos eletrificados, os números exuberantes conquistados até 2025 podem se transformar em preocupação.
Isso tem a ver com o futuro de Pernambuco e do próprio polo de Goiana, onde se estruturou um ecossistema completo e complexo que dialoga diretamente com a necessidade de os próximos gestores do estado começarem a se preocupar com o quadro que nos espera.
Ameaça da BYD
Especialmente porque é na Bahia onde está a planta da BYD que tem uma estratégia bem mais agressiva após a validação dos benefícios fiscais. Até porque não ancora suas projeções apenas na captação de incentivos à importação de veículos elétricos desmontados e semidesmontados (CKD e SKD).
Isso inclui Pernambuco na discussão: por que ela deixou de ser a entrada dos veículos eletrificados no mercado brasileiro e passou a ser sobre como garantir que essa transformação gere mais produção local, especialmente em plantas como a de Goiana. E é isso que tem a ver sobre como vai atuar quem vai governar Pernambuco em 2027.
Novas linhas de transmissão em sete estados do Nordeste, a AXIA Energia. – Divulgação
AXIA transmissão
Dentro do projeto de expansão de suas linhas de transmissão em sete estados do Nordeste, a AXIA Energia prevê as intervenções do projeto Novas Era Integração, que vai construir 1.116 km de novas linhas, com a geração de 1.510 empregos e investimentos de R$ 2,6 bilhões até o final das obras. Os investimentos nos empreendimentos contemplam Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte e somam R$ 6,2 bilhões.
Suco OQ na Azul
A empresa pernambucana Timbaúba S.A., produtora de bebidas elaboradas com frutas cultivadas no Vale do São Francisco, uma das principais regiões produtoras do país, e dona da marca OQ Bebidas Saudáveis, passa a ser a fornecedora de bebidas servidas a bordo nos voos internacionais com destino aos Estados Unidos e à Europa da Azul, com embarques nos aeroportos de Viracopos (SP), Belo Horizonte/Confins (MG) e Recife (PE).
Marca OQ Bebidas Saudáveis passa a ser a fornecedora de bebidas servidas a bordo da Azul. – Divulgação
Na Azul Business, a classe executiva da Companhia, os Clientes receberão as bebidas, que são integrais, produzidas com a própria fruta, em embalagens individuais de vidro de 300 ml. Já na Classe Econômica, as bebidas serão 100% suco, também produzidas com a própria fruta, sem adição de açúcar, e em embalagens PET de 1,35 litro.
PE no seguro
Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o setor movimentou R$ 2,08 bilhões no mercado de seguros em Pernambuco no primeiro trimestre de 2026, resultado 6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho mantém Pernambuco como o segundo maior mercado segurador do Nordeste.
Diretor-presidente da Neoenergia Pernambuco, Saulo Cabral. – Divulgação
Saulo da Neoenergia
A Ademi-PE e o Sinduscon-PE promovem reunião conjunta, nesta segunda-feira (17), às 12h30, na sede do Sinduscon-PE. O encontro contará com a presença do diretor-presidente da Neoenergia Pernambuco, Saulo Cabral, que apresentará os planos de investimento, expansão e modernização da rede elétrica no estado para os setores imobiliário e da construção civil.

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