O Avaí entra em campo nesta terça (11), na Ressacada, com um senso de urgência cada vez maior. A rodada não ajudou, a distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento aumentou para cinco pontos e vencer o CRB deixou de ser apenas importante: tornou-se fundamental.
O adversário chega embalado por três vitórias consecutivas, tem força ofensiva e conta com Mikael, artilheiro da Série B. Mas o CRB também se expõe. E é justamente nesses espaços que o Avaí precisa ser inteligente e eficiente.
Allan Aal teve aproximadamente 14 dias para trabalhar e informações dão conta de que deve promover de quatro a cinco alterações na equipe. Uma delas é obrigatória: Allyson, suspenso, dá lugar a Reynaldo. As outras mexem diretamente no desenho da equipe. Léo Chú e Felipe Vizeu aparecem como novidades no ataque, Bruno Ferreira fará sua estreia no gol no lugar de Igor Bohn e ainda existe a dúvida na lateral direita entre o também estreante João Vitor e Wallison, pendendo mais para João Vitor.
Entre no grupo
As mudanças têm dois lados. O negativo é evidente: falta entrosamento. Mesmo com duas semanas de treinamento, não é simples fazer uma equipe assimilar movimentos e mecanismos de jogo com tantas peças novas, especialmente em uma partida que exige resposta imediata.
Além disso, alguns dos reforços chegam com pouca minutagem. Léo Chú, Reynaldo e Bruno Ferreira precisam recuperar ritmo, enquanto Felipe Vizeu não atua há cerca de dois meses, desde sua saída do Sporting Cristal. É uma incógnita natural saber como esses jogadores responderão fisicamente e tecnicamente a uma partida de Série B.
Por outro lado, Allan Aal precisava fazer algo diferente. O Avaí precisava elevar seu nível ofensivo, encontrar alternativas e mudar uma dinâmica que não vinha funcionando. A tendência é de uma equipe mais próxima do 4-3-3 utilizado pelo próprio CRB, buscando ocupar melhor o campo de ataque e oferecer mais opções para quem tiver a bola. Não se trata apenas de trocar nomes, mas de mudar comportamento.
Avaí precisa ter a força da Ressacada
E há uma questão que não pode ser ignorada: o Avaí tem conseguido transformar a Ressacada em seu principal aliado. Os três últimos jogos em casa terminaram com vitória, e serão nove partidas do returno como mandante. A primeira delas precisa representar a continuidade dessa reação.
Não se cobra um desempenho espetacular diante do CRB. Neste momento, cobra-se eficiência. O Avaí precisa competir, aproveitar os espaços que o adversário oferece e, principalmente, transformar as oportunidades em gol.
As mudanças no time carregam riscos, mas também podem trazer a energia que faltava. Em uma situação como a atual, ficar parado também seria uma escolha. A hora é de urgência, coragem, união e, acima de tudo, vitória.

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