O homem acusado de matar Ivonete Alves, de 56 anos, e ocultar o cadáver foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Içara, no Sul de Santa Catarina. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (6), e o réu recebeu pena de 15 anos e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de feminicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A decisão acolheu integralmente as teses apresentadas pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Além da condenação, o juiz negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, determinando o início imediato do cumprimento da pena.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o crime ocorreu na noite de 15 de dezembro de 2022. Ivonete foi vista pela última vez na SC-445, em Içara, quando entrou no carro do acusado.
Entre no grupo
Conforme sustentado pela acusação, os dois seguiram até um terreno afastado e com pouca iluminação, onde a mulher foi assassinada.
Homem matou mulher e ocultou corpo em local isolado
Após o crime, o homem colocou o corpo da vítima no veículo e seguiu até Balneário Rincão, onde abandonou o cadáver. Somente em fevereiro de 2023, já preso, ele passou a colaborar com as investigações e indicou o local onde havia deixado o corpo. Com o auxílio de um cão farejador, parte da ossada foi localizada e posteriormente identificada por meio de exame de DNA.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Içara reuniram um conjunto de provas que embasou a condenação. Entre elas estavam imagens de câmeras de monitoramento que registraram o veículo do acusado no momento em que a vítima foi buscada.
Vestígios de sangue encontrados no interior do automóvel e confirmados por perícia genética, além de dados de localização do celular do réu, também apontaram sua presença na área onde o corpo foi abandonado.
Réu encaminhado ao sistema prisional
Durante o julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras do recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o crime ocorreu em um local isolado, e do feminicídio, por ter sido praticado contra uma mulher em razão da condição do sexo feminino.
Com a condenação, o réu foi encaminhado ao sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena.

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