O cenário político brasileiro ganha uma nova movimentação com a articulação de uma possível aliança entre Cury (Avante) e Zema (Novo). O psiquiatra, escritor e gestor de empresas Augusto Cury, atual pré-candidato à Presidência da República pelo partido Avante, dedicou seu dia a costurar apoios políticos e alinhar estratégias eleitorais.
O destaque das articulações foi uma conversa telefônica direta com o ex-governador de Minas Gerais e também candidato presidencial pelo partido Novo, Romeu Zema. Durante o diálogo, Cury levantou a hipótese de os dois formarem uma chapa única, selando a união de forças ainda no primeiro turno das eleições.
“Tive hoje uma excelente conversa com Romeu Zema, um político que admiro e que é leitor dos meus livros.
A revelação dos bastidores políticos ocorreu por meio de uma carta aberta assinada pelo próprio Augusto Cury. Na carta divulgada, o pré-candidato do Avante destacou que a conversa com o ex-governador mineiro foi excelente e ressaltou que Zema é um leitor assíduo de seus livros.
Trajetórias fora da política tradicional e combate à polarização
O escritor destacou que tanto ele quanto Zema possuem perfis que fogem do modelo político convencional do país. Para Cury, ambos são gestores de empresas com trajetórias sólidas construídas fora da política tradicional.
Essa independência, segundo a avaliação do psiquiatra, permite que realizem seus projetos de vida sem depender da máquina pública ou do poder pelo poder.
“Compartilhamos visões próximas, com foco na responsabilidade fiscal, na eficiência da gestão pública, na valorização do empreendedorismo e na construção de um Brasil menos polarizado e mais comprometido com resultados”, afirmou Cury na carta.
A perspectiva de formarem é uma oportunidade de apresentar uma terceira via. Para Cury, a união buscaria enfrentar diretamente a atual “guerra de egos em que se tornou a política brasileira”.
Cury falou em dificuldades de composição no partido DC
Antes de avançar na proposta de aliança com Romeu Zema (Novo), Augusto Cury revelou que mantinha outro nome em seu radar para a composição da chapa presidencial: Aldo Rebelo. No entanto, obstáculos estruturais e partidários acabaram esfriando essa possibilidade inicial de articulação eleitoral.
O escritor explicou que existe um conflito interno no partido Democracia Cristã, atual agremiação que abriga Rebelo. O pavaliou de forma pragmática que talvez não houvesse tempo hábil para pacificar a legenda antes do prazo final para as definições do calendário eleitoral.
Essa impossibilidade de composição imediata a com o grupo de Rebelo foi um dos principais motivos que tornaram a conversa telefônica com o candidato do Novo tão animadora para o psiquiatra. O foco em propostas concretas substituiu o desgaste de disputas internas.
“Por isso, conversar com o Zema me alegrou, porque somos críticos dessa guerra de egos em que se tornou a política brasileira, sem focar no que realmente importa”, afirmou.
Carta aberta de Augusto Cury
“Tive hoje uma excelente conversa com Romeu Zema, um político que admiro e que é leitor dos meus livros.
Ambos somos gestores de empresas, construímos trajetórias fora da política tradicional e não dependemos do poder para realizar nossos projetos de vida. Compartilhamos visões próximas, com foco na responsabilidade fiscal, na eficiência da gestão pública, na valorização do empreendedorismo e na construção de um Brasil menos polarizado e mais comprometido com resultados.
Conversamos sobre a possibilidade de formarmos uma chapa única nestas eleições, e ambos ficamos animados com a perspectiva. Também compartilhei que o nome de Aldo Rebelo tem estado no meu radar para a composição de chapa.
Entretanto, há um conflito interno no partido DC que tenho procurado pacificar. Como especialista em solução pacífica de conflitos, entendo que talvez não haja tempo suficiente para que essa pacificação ocorra antes das definições eleitorais.
Por isso, conversar com o Zema me alegrou, porque somos críticos dessa guerra de egos em que se tornou a política brasileira, sem focar no que realmente importa. Por exemplo:
A dor econômica, pois 80% das famílias estão endividadas;• A dor de 32 milhões de neurodivergentes e seus familiares;
A necessidade de investimentos em escolas de tempo integral que formem pensadores e não repetidores de dados;•
A proteção das mulheres, pois a cada 5-6 h ocorre um feminicídio;•
A dor do agricultor e do comerciante, que pagam, no mínimo, 20% de custo financeiro e têm em torno de 5% de lucratividade. Etc.
Na hipótese de conseguirmos formalizar uma união de projetos, firmaríamos o compromisso de governar o país reunindo o que o Brasil tem de melhor: grandes gestores da iniciativa privada, notáveis economistas, líderes públicos e governantes com elevada capacidade, como por exemplo: Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Aldo Rebelo, Paulo Skaf, José Múcio, entre outros.
Também está no radar dialogar com economistas de grande prestígio e reconhecimento técnico, como Marcos Lisboa, Mansueto Almeida, Ilan Goldfajn, Pérsio Arida e outros especialistas, para construir um projeto de Estado, capaz de tirar o país da paralisia, diminuir a desigualdade e desenvolver a economia.
O Brasil não precisa de um governo de vaidades, pois na realidade não estamos em dois barcos, mas em barco só: a família brasileira, 213 milhões de seres humanos!”
Augusto Cury Escritor, Médico psiquiatra e Pré-candidato à Presidência da República


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