Partido abre mão de um apoio nacional e permite que cada diretório estadual escolha seu posicionamento na eleição para a presidência
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O MDB decidiu, em convenção nacional realizada no último domingo (26), não apoiar nenhum candidato à Presidência da República na eleição deste ano e liberar os diretórios estaduais para definir os apoios de acordo com a realidade local.
A liberação foi a saída encontrada pela legenda para conciliar divisões internas. No Nordeste e em parte do Norte, o partido tende a se alinhar com o governo Lula, enquanto no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste, há maior resistência a uma aliança com o PT. Nesse contexto, o apoio formal a um candidato poderia provocar um racha interno.
“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que, nos Estados, tenha um resultado bastante positivo”, disse o presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP).
Governo Lula
Atualmente, no Governo Lula, após a reforma ministerial de abril deste 2026 para a desincompatibilização eleitoral, não há ministros titulares filiados ao MDB ocupando pastas no primeiro escalão. Os ministros que comandavam as pastas principais deixaram os cargos para disputar as eleições.
Renan Filho (MDB), que concorre uma vaga a governador de Alagoas, deixou o Ministério dos Transportes e foi substituído pelo então secretário-executivo George Santoro. Jader Filho (MDB), pré-candidato a deputado federal pelo estado do Pará, deixou o Ministério das Cidades e foi substituído pelo secretário-executivo Antônio Vladimir Lima.
Simone Tebet (PSB), pré-candidata ao Senado Federal por São Paulo, embora historicamente ligada ao MDB, estava no Ministério do Planejamento e Orçamento e foi substituída por Bruno Mor.
MDB em Pernambuco
A sigla em Pernambuco segue um rumo diferente do âmbito nacional. Oficializando a aliança com a Frente Popular, o MDB no estado apoia a pré-candidatura de João Campos (PSB) ao governo estadual e a meta de fortalecer as chapas proporcionais.
Com a convenção estadual realizada no dia 25 de julho, na Câmara Municipal do Recife, também é integrado no arco de alianças os nomes ao Senado como Humberto Costa (PT), com Luciano Bivar como suplente, e Marília Arraes (PDT).
Sob a atual liderança estadual de Raul Henry, o partido adotou um discurso de oposição à gestão de Raquel Lyra (PSD), cobrando mais entregas e diálogo na administração estadual.
É estipulado como meta eleger de três a quatro deputados estaduais e dois deputados federais. Entre os principais nomes da legenda em Pernambuco, estão o presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), Álvaro Porto, a candidata à reeleição de deputada federal Iza Arruda, e Fávio Gadelha Filho.
*Com informações do Estadão Conteúdo

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