O Figueirense conquistou uma vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz, na Arena Pernambuco, diante de mais de 27 mil torcedores, que representa uma das atuações mais consistentes da equipe sob o comando de Raul Cabral.
O resultado mantém viva a esperança de classificação para o G-8 e, principalmente, mostra um time que finalmente apresenta identidade, organização e competitividade durante praticamente toda a partida.
Raul Cabral surpreendeu antes mesmo da bola rolar. A principal novidade foi a entrada de Maílson no comando do ataque, substituindo Zé Carlos. A aposta deu resultado. Pouco utilizado até então, Maílson fez uma partida de muita entrega, movimentação e inteligência.
Entre no grupo
Foi dele a jogada que originou o pênalti, corretamente assinalado pela arbitragem, convertido para o gol da vitória pelo Emerson Galego. Além disso, participou da recomposição defensiva e foi importante nas transições ofensivas, dando profundidade ao time.
Outra escolha que funcionou foi a formação do meio-campo com Breno, Raynan e Dudu. Este talvez tenha feito sua melhor apresentação com a camisa alvinegra. Atuando como elo entre defesa e ataque, Dudu deu ritmo à equipe, aproximou setores, distribuiu o jogo com qualidade e participou da construção ofensiva.
Breno, por sua vez, teve atuação segura à frente da defesa, organizando o posicionamento da equipe, qualificando a saída de bola e protegendo o sistema defensivo.
Na lateral esquerda, Jhonnathan correspondeu muito bem à missão de substituir Arthur Henrique. Teve pela frente jogadores de velocidade e qualidade técnica, como Ronald, Everaldo e Vitinho, mas venceu a maioria dos duelos individuais, demonstrando segurança defensiva e boa leitura de jogo. Pelo lado direito, Vítor Ricardo confirmou a experiência, fazendo uma partida equilibrada tanto apoiando quanto marcando.
A consistência defensiva foi um dos grandes diferenciais do Figueirense. Fabrício precisou fazer apenas uma defesa realmente difícil durante toda a partida. Isso é reflexo de uma equipe compacta, bem posicionada e que soube controlar um adversário embalado e muito forte dentro de casa.
No segundo tempo, quando o Santa Cruz se lançou completamente ao ataque, o Figueirense encontrou espaços para contra-atacar e poderia ter construído uma vitória muito mais tranquila. Foram duas bolas no travessão e, pelo menos, três oportunidades claríssimas desperdiçadas por Raynan, Lucas Dias e Hyuri. A incapacidade de transformar essas chances em gols manteve o jogo aberto até os minutos finais e obrigou o time a sofrer diante da pressão natural do adversário.
Ainda assim, o Figueirense mostrou maturidade para suportar os minutos derradeiros e garantir um resultado extremamente importante. A vitória elimina qualquer preocupação com rebaixamento e reduz a distância para o G-8, alimentando o sonho da classificação. A missão continua difícil. Restam quatro partidas, e o cenário exige, muito provavelmente, ao menos três vitórias.
Outro fator importante é o ambiente interno. Após a regularização dos salários atrasados, o grupo demonstra maior tranquilidade, e o desempenho em Recife reforça essa mudança de cenário.
Figueirense só volta a jogar dia 8 de agosto contra a Ferroviária no Scarpelli
Agora, Raul Cabral terá novamente duas semanas de trabalho antes do confronto decisivo diante da Ferroviária, no dia 8 de agosto, às 17 horas, no Orlando Scarpelli.
Se repetir a organização, a intensidade e a confiança apresentadas diante do Santa Cruz, o Figueirense chega vivo à reta final e devolve ao seu torcedor algo que parecia distante: a esperança de lutar, de fato, por uma vaga na próxima fase.

COMMENTS