O setor de transportes de Santa Catarina já está sendo afetado pela interdição da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, no Sul do estado. O trecho de aproximadamente 2,8 quilômetros registra um fluxo de cerca de 38 mil veículos por dia.
No entanto, com o bloqueio do equipamento, os acessos alternativos estão registrando filas quilométricas, o que afeta diretamente a logística de pequenas empresas e do setor de fretes.
Caminhões parados geram custos para empresas e desconforto para motoristas
De acordo com o presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Dagnor Schneider, caminhões parados no trânsito geram prejuízos às empresas e desconforto para os motoristas.
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“É um cenário que a gente lamenta. A gente precisa que as autoridades, e principalmente as concessionárias, atuem de forma mais planejada para evitar situações que remetam a essa realidade”, disse à NDTV RECORD.
O gasto de combustível é o principal ponto que pode prejudicar as empresas do setor logístico. Além disso, desgastes prematuros de peças, atrasos em entregas e outros fatores podem afetar o faturamento dos empreendimentos.
Segundo Schneider, ainda não é possível estimar o real impacto financeiro da interdição. Entretanto, a Fetrancesc realiza um levantamento para construir uma estimativa dos prejuízos.
Pequenos empreendedores sofrem mais com a interdição da Ponte Anita Garibaldi
Os pequenos empresários são os que mais sofrem com as filas quilométricas causadas pela interdição da Ponte Anita Garibaldi. O presidente da ACIT (Associação Empresarial de Tubarão), Alexandro da Cruz Barbosa, apontou que a produtividade de pequenas empresas está sendo afetada pela dificuldade logística para a obtenção de matéria-prima.
“Empresas de pequeno porte, que têm apenas um caminhão para obter sua matéria-prima, não conseguem ir até Imbituba ou Florianópolis mais de uma vez por dia”, afirmou Barbosa em relação ao congestionamento enfrentado após o bloqueio da ponte.

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