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Eleições de Pernambuco entre 1994 e 2022 foram estadualizadas mesmo no auge do PT

No período de 28 anos em que o PT disputou seguidas eleições para presidente, dois governadores não aliados ao petismo, conseguiram se eleger

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Defensor da tese de estadualização da campanha deste ano, o cientista político Adriano Oliveira realizou um levantamento do resultado das eleições pernambucanas de 1994 até 2022 e concluiu que nesse período de 28 anos em que o PT disputou seguidas eleições para presidente, quatro vezes com Lula, duas com Dilma, uma com Haddad e a última com Lula, dois governadores não aliados ao petismo – Jarbas Vasconcelos e Raquel Lyra – conseguiram se eleger em pleitos estadualizados. Apesar das expressivas votações de Lula, Dilma e do próprio Haddad no estado, Pernambuco não teria acompanhado, o que aconteceu na Bahia e no Ceará, a nacionalização dos pleitos o que deixou margem para que, mesmo pessoas que não receberam as bênçãos do PT, alcançassem o poder.

No estudo que fez desse período, cujos dados publicou em seu instagram esta segunda-feira, Adriano Oliveira mostra que em 1994 Miguel Arraes se elegeu governador com 54,12% dos votos enquanto Lula teve em Pernambuco 36,99% dos sufrágios. O mesmo aconteceu em 1998 quando Jarbas se elegeu com 54,18% dos votos válidos e Lula teve 42,38%. Nessas duas tentativas Lula não se elegeu. Já em 2002, Jarbas se elegeu com 60,97% dos votos e Lula teve 61,50%, conseguindo, pela primeira vez, ser eleito presidente, mas não elegendo o governador de Pernambuco.

Em 2006 foi a vez de Eduardo Campos se eleger com 65,36% dos votos enquanto Lula teve 78,43% dos votos pernambucanos. Em 2010, Eduardo Campos se reelegeu com 82,84% dos votos e Dilma teve 67,60%. Em 2014 foi a vez de Paulo Câmara se eleger com 68,08% dos votos quando Dilma conseguiu 60,20% no estado. Na reeleição de Paulo Câmara em 2018 ele teve 50,70% e Fernando Haddad, mesmo perdendo para Jair Bolsonaro a nível nacional, chegou aos 66,50% dos votos pernambucanos. Em 2022 foi a vez de Raquel se eleger com 58,70% dos votos e Lula chegar aos 66,93% dos votos estaduais. Nesse ano, mesmo apoiando Marília Arraes, o PT foi surpreendido pelo voto Luquel em que lulistas preferiram votar em Raquel.

Indefinição não parou Eduardo e Miguel

Apesar da governadora Raquel Lyra ainda não ter anunciado sua chapa para o Senado, diante do impasse criado entre o deputado federal Eduardo da Fonte e o ex-prefeito Miguel Coelho, dois pretendentes à única vaga destinada à Federação União Progressista, esta segunda-feira tanto Eduardo quanto Miguel não pararam suas movimentações. Eduardo participou de um almoço no Clube dos Oficiais da Polícia Militar quando discutiu uma proposta de assistência integral à saúde dos policiais e Miguel esteve todo o dia ativo nas redes sociais, falando como pré-candidato.

Prefeitos em ação

A informação publicada nesta coluna na data de ontem sobre o fato do senador Humberto Costa já ter conquistado mais de 60 prefeitos da base da governadora Raquel Lyra para garantir sua reeleição, movimentou o estado inteiro. Prefeitos das mais diversas regiões trocaram telefonemas para comentar o assunto. Muitos mostraram preocupação diante da possibilidade de Raquel atuar fortemente a favor dos seus indicados, conseguindo reduzir o alcance que Humberto já tem em sua base. A ver.

Marília e dos vereadores

A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes conseguiu esta segunda-feira o apoio da quase totalidade dos vereadores de Garanhuns. Teve, nessa conquista, a ajuda do prefeito Sivaldo Albino, do PSB, que coordena a campanha do ex-prefeito João Campos a governador no agreste meridional e apoia os dois senadores da chapa, a própria Marília e Humberto Costa.

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

A estadualização da eleição deste ano vai se concretizar?

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