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PL desiste do governo em PE e aposta tudo no Senado para bancar palanque de Flávio Bolsonaro

À Rádio Jornal, Silvio Nascimento afirma que sigla abriu mão de disputar o Governo do Estado e que candidatura fortalece e garante tempo de TV ao PL

Por

Ryann Albuquerque


Publicado em 10/07/2026 às 10:53
| Atualizado em 10/07/2026 às 10:58

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O vereador de Caruaru e ex-presidente da Embratur no governo Jair Bolsonaro, Silvio Nascimento (PL), confirmou nesta sexta-feira (10), em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, que será o pré-candidato do partido ao Senado por Pernambuco nas eleições de 2026.

Durante a conversa, ele explicou por que o PL desistiu de lançar um nome ao Governo do Estado e defendeu que a prioridade da legenda passou a ser manter uma candidatura majoritária para fortalecer a sigla durante a campanha.

Nascimento chegou a ser cotado para disputar o Palácio do Campo das Princesas, mas afirmou que a direção nacional decidiu concentrar esforços na disputa por uma das duas vagas ao Senado.

“O que o partido precisava e precisa, para o momento, é gerar condições de ter uma candidatura majoritária, não importando seja a governo, seja o Senado.”

Mudança de estratégia

A decisão do PL ocorre em um momento de reorganização do cenário político em Pernambuco. Sem um candidato próprio ao Governo, a disputa tende a permanecer polarizada entre a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição, e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Nos bastidores, a aproximação recente entre o PL e o governo Raquel Lyra, que ampliou o espaço do partido na administração estadual, alimenta especulações sobre um possível alinhamento entre o Palácio e a sigla no estado. 

Enquanto isso, as articulações para o Senado seguem em aberto. Na chapa da governadora, um dos nomes mais cotados é o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), enquanto a segunda vaga é disputada por Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP), cuja definição depende da Federação União Progressista.

Do lado da oposição, João Campos já anunciou a formação da chapa com o senador Humberto Costa (PT) como candidato à reeleição e Marília Arraes (PDT) para a outra vaga ao Senado.

Para Nascimento, entrar na disputa não será uma tarefa simples. “Entrar nessa disputa é como entrar em estreito.” Ainda assim, ele afirmou acreditar que há espaço para representar o eleitorado conservador de Pernambuco. “Hoje nós temos cerca de 30% do eleitorado pernambucano votando com a direita conservadora.”

Tempo de TV e fortalecimento da legenda

Segundo o vereador, a candidatura também atende a uma estratégia eleitoral do partido. Sem disputar o Governo do Estado, o PL correria o risco de perder parte do tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita, que seria redistribuído entre outras chapas.

“A gente precisa que o tempo de televisão e rádio seja ocupado, porque, senão, a Justiça Eleitoral vai dividir entre as candidaturas que forem registradas. E a gente perde, aí, um ativo muito grande.”

Ele afirmou ainda que a campanha ao Senado ajudará a impulsionar os demais candidatos da legenda. “Nós começamos, agora, a colocar, digamos assim, o voto de legenda no modo ON.”

Críticas ao STF

Durante a entrevista, Silvio Nascimento também voltou a defender a pauta do PL de ampliar o controle sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao comentar declarações de integrantes do partido sobre “dar um arrocho” nos ministros da Corte, afirmou que o objetivo seria tornar a relação entre os Poderes “mais justa”. “Não é para deixar apertado nem deixar folgado, é para deixar justo.”

Na sequência, citou alegações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Os magistrados negam irregularidades, e nenhuma das acusações mencionadas resultou em condenação ou processo contra eles.

Ao comentar os atos de 8 de janeiro de 2023, o vereador citou o caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, afirmando que ela teria sido condenada por pichar uma estátua.

A condenação, no entanto, foi de 14 anos de prisão por um conjunto de crimes relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes, e não apenas pelo ato de pichação. 

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