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Avaí foi superado em campo contra o Athetic, sem ter poder algum de reação

CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

Daniel Penha em finalização na derrota do Avaí contra o AthleticFoto: Lucas Rhamon/AFC/ND

O Avaí perdeu para o Athletic por 1 a 0 e  voltou a desperdiçar uma oportunidade importante na competição e, mais uma vez, mostrou em campo por que segue afundado na zona de rebaixamento. A derrota fora de casa para o Athletic foi um duro retrato das dificuldades técnicas, táticas e emocionais que a equipe vem enfrentando nas últimas rodadas.

Era um jogo tratado como estratégico para dar continuidade com recuperação mais consistente, mas o que se viu foi um time  sem criatividade, sem agressividade ofensiva e extremamente dependente de ações individuais para não sair de campo com um prejuízo ainda maior.

O adversário mineiro foi superior praticamente durante os 90 minutos. Dominou territorialmente, teve controle das ações ofensivas e criou oportunidades. Se o placar não foi construído antes, muito se deve ao goleiro Igor Bohn, um dos poucos jogadores do elenco Avaiano que conseguem sair de campo com algum crédito. Foram pelo menos quatro intervenções decisivas, evitando que o cenário da partida se tornasse ainda mais constrangedor para o time catarinense.

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O técnico Cauan de Almeida optou por repetir a estratégia utilizada diante do Cuiabá, apostando em um desenho ofensivo com três atacantes. A ideia, na teoria, buscava aumentar presença no último terço, mas na prática comprometeu completamente o funcionamento coletivo.

O Avaí perdeu o controle do meio de campo, ficou espaçado, sem capacidade de retenção e passou boa parte da primeira etapa correndo atrás do adversário. O empate parcial no intervalo acabou sendo extremamente generoso diante da produção das duas equipes.

Na volta para o segundo tempo, as entradas de Paulo Vitor e Daniel Penha buscaram corrigir justamente esse desequilíbrio estrutural. O time passou a povoar mais o setor central, conseguiu diminuir um pouco os espaços, mas a mudança não foi suficiente para alterar o panorama da partida.

O Athletic continuou encontrando facilidade para romper as linhas defensivas Avaianas, especialmente em infiltrações por dentro, exatamente no setor onde nasceu o gol que definiu o confronto.

E aqui entra uma parcela considerável de responsabilidade do treinador. Algumas escolhas seguem difíceis de compreender. A insistência em Wenderson, por exemplo, continua sendo um ponto questionável, principalmente quando Jamerson oferece características mais associativas e maior capacidade de construção ofensiva.

Outra decisão incompreensível foi a permanência de Léo Gamalho durante os 90 minutos. A atuação do centroavante foi extremamente limitada, preso em um modelo de jogo baseado apenas em lançamentos longos, sem aproximação, sem triangulação e sem qualquer mecanismo ofensivo minimamente organizado.

Preocupa a postura do Avaí na derrota para o Athletic

O atacante Léo Gamalho em ação ofensiva na derrota do Avaí para o AthleticFoto: Lucas Rhamon/AFC/ND

Mais preocupante do que a derrota em si foi a postura da equipe. O Avaí jogou sem alma, sem intensidade, sem o nível de competitividade que em outros momentos ao menos compensava algumas limitações técnicas evidentes do elenco.

O ambiente extracampo claramente gera reflexos, somado a um grupo curto e carente de alternativas. Os números escancaram o abismo entre as equipes: apenas quatro finalizações do time catarinense contra impressionantes 28 do adversário mineiro. Uma derrota absolutamente merecida e que aumenta ainda mais a pressão sobre um Avaí que parece, rodada após rodada, perder força e confiança dentro da competição.

O Leão precisa virar o turno com uma pontuação que permita no returno pelo menos ter a permanência sem sustos. Por enquanto preocupa, com apenas 13 pontos em 15 rodadas, com apenas três vitórias, e a pressão aumenta.


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