O chefe da PGR defendeu que Mendonça assumisse o caso devido à estreita ligação dos fatos com o chamado “caso Master”, que envolve Daniel Vorcaro
Clique aqui e escute a matéria
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu manter sob a relatoria do ministro André Mendonça o pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”. A determinação, desta quinta-feira (25), atende ao entendimento de prevenção processual, uma vez que o caso possui conexões diretas com outras apurações já conduzidas pelo magistrado.
Em sua decisão, Fachin destacou que os episódios narrados coincidem com o objeto de investigações anteriores de Mendonça. O presidente da Corte mencionou uma petição autuada em março de 2026 que tramita sob restrição de publicidade e que antecede a atual comunicação de crime, justificando assim a redistribuição por dependência.
O posicionamento de Fachin está alinhado ao parecer enviado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O chefe da PGR defendeu que Mendonça assumisse o caso devido à estreita ligação dos fatos com o chamado “caso Master”, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e cujas apurações já estão sob os cuidados do ministro.
A controvérsia teve início com uma representação feita pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) dentro de um inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes — o mesmo que resultou na condenação de Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça. Lindbergh sustentava que o caso deveria ficar com Moraes por apontar uma suposta articulação internacional liderada por Eduardo Bolsonaro para viabilizar os recursos.
A suspeita central gira em torno de valores solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção cinematográfica. Antes de encaminhar o processo para a redistribuição presidida por Fachin, o ministro Alexandre de Moraes havia solicitado a manifestação da PGR, que culminou no parecer de Gonet pela transferência do caso a André Mendonça.

COMMENTS