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Banco Central corta Selic para 14,25%, mas não vê futuro positivo

O Comitê de Política Monetária reafirmou serenidade e cautela na condução da política monetária, no cenário atual, com forte aumento da incerteza

Por

JC


Publicado em 17/06/2026 às 19:28

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central diminuiu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, nesta quarta-feira, 17. A decisão foi unânime e ficou em linha com a expectativa de 39 das 49 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cautelosa da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

O QUE DIZ O COPOM E SETOR PRODUTIVO

O Comitê de Política Monetária reafirmou serenidade e cautela na condução da política monetária, no cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza.

A avaliação consta no comunicado da reunião de junho do comitê. No encontro, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%. Esse foi o terceiro corte consecutivo da taxa.

“O Comitê julgou apropriado, nesse momento, dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, reduzindo a taxa básica de juros para 14,25% ao ano”, afirma. Segundo o Copom, sem prejuízo ao objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, “essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.

Para a CNI, o corte ainda é insuficiente e incapaz de reverter o quadro de estagnação dos investimentos e asfixia financeira das empresas e das famílias. O novo nível da Selic está 3,1 pontos percentuais acima do patamar de equilíbrio, de 11,1% a.a., que conseguiria balancear o pleno emprego e o controle da inflação.

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