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Festa do futebol vai começar

Maior edição da competição mundial de um dos esportes mais populares do planeta tem início nesta quinta, com partidas em três países

Por

JC


Publicado em 11/06/2026 às 0:00
| Atualizado em 11/06/2026 às 6:50

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A dimensão inédita da Copa do Mundo de Futebol masculino, em 2026, pode encher os olhos das torcidas espalhadas pelo mundo inteiro. Para disputar 104 jogos em três países como sedes, as 48 seleções que passaram pela fase das eliminatórias terão 39 dias, desta quinta, 11 de junho, até 19 de julho, para quando está marcada a grande final.

Os participantes estão divididos em 12 grupos de 4 países cada, e logo depois da primeira fase a emoção previsível aumenta: antes das oitavas, os 16 melhores colocados na primeira fase já se enfrentam em partidas únicas e decisivas para ir adiante.

Estados Unidos, México e Canadá compartilham a Copa 2026, com maioria das disputas, 78, em solo estadunidense, 13 em estádios mexicanos, e 12, em canadenses. O México terá a primazia da abertura, com o primeiro certame no estádio Azteca, e a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos EUA.

Os primeiros três jogos da seleção brasileira serão no país de Donald Trump, contra Marrocos, Haiti e Escócia, nos dias 13, 19 e 24 deste mês. A Argentina de Messi também inicia a competição em solo norte-americano, enquanto a Espanha realiza os primeiros dois nos EUA, e o terceiro da primeira fase, no México.

Além desses três países, são apontados como favoritos a França, Portugal, Inglaterra, Alemanha e Holanda.
Problemas do lado de fora dos gramados geram expectativas diferentes, temerárias até, sobre esta que é chamada de a maior das copas. No México, a presidente Claudia Sheinbaum precisa lidar com protestos nas ruas que fazem a multidão de torcedores ganhar contornos políticos.

Segundo a chefe de Estado, há um encontro de radicais da esquerda e da direita, por lá, tentando transmitir a mensagem de que os mexicanos se encontram em crise social. Mas para evitar o acirramento dos ânimos, Sheinbaum decidiu não comparecer à cerimônia de abertura, na Cidade do México.

Mas a maior fonte de tensão continua na Casa Branca. A possibilidade da intensificação da guerra no Oriente Médio, a partir de ataques dos EUA e de Israel ao Irã, torna a presença da seleção iraniana na Copa um problema de contornos diplomáticos. Além disso, a política antimigratória de Trump e seu governo deixa delegações e torcedores inseguros a respeito do comportamento das forças de segurança durante mais de um mês de evento. Melhor seria se a ansiedade, comum nos jogos de Copa, se limitasse ao desempenho das equipes dentro de campo.

Enquanto isso, a esperança dos brasileiros para a conquista do hexa oscila entre um craque consagrado, mas longe das condições físicas ideais, e um técnico estrangeiro não menos consagrado, mas com breve tempo no posto para celebrar o bom desempenho de um time formado e escalado de cór pela torcida.

Se daqui a pouco mais de um mês, Neymar e Ancelotti entregarem o sonho prometido em forma de taça, a magia do futebol estará mais uma vez comprovada – e se não entregarem, também. Com tantos craques em ação, alguns dos maiores talvez se despedindo, a arte da bola nos pés tem tudo para deixar na lembrança grandes espetáculos.

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