“Marido de aluguel” na casa de Bolsonaro vai cuidar de um complexo aspersor. Carlos, o Zero 2, diz que o pai tem crises recorrentes de soluço.
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RECALCULANDO A ROTA
Os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não mentem. Quanto maior a legenda, menor é o interesse de seus dirigentes de acabar com essa “farra democrática” de fazer o povo votar de dois em dois anos.
QUASE R$ 5 BI
É o tamanho do rombo que deputados e senadores impuseram aos eleitores em nome da “festa da democracia”. PL (R$ 881,7 milhões), PT (R$ 615,4 milhões), União Brasil (R$ 526,2 milhões), PSD (R$ 421,0 milhões) e PP (R$ 417,1 milhões) vão embolsar, juntos, mais da metade dos recursos do Fundo Eleitoral.
REGULANDO O ASPERSOR
O “marido de aluguel” autorizado a “inspecionar” a casa dos Bolsonaros, depois que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou sua entrada permanente, vai encontrar certa dificuldade para regular o aspersor que molha a grama da residência do ex-presidente. A “máquina” é daquelas que funcionam em três tempos: gira para a direita [primeiro], depois para a esquerda [inevitável] e, por fim, dá 360 graus — uma volta completa.
QUEM FISCALIZA O FISCAL?
Quando a Justiça precisa criar um grupo de trabalho para fiscalizar suas próprias ações, é porque “o negócio anda feio”. O presidente do STF, Edson Fachin, criou um grupo de trabalho [veja só] que terá por missão promover um “grande” e vigoroso pente-fino nos penduricalhos que os magistrados recebem.
O CV É QUE MANDA…
…e desmanda onde a esquerda não quer saber de entrar, nem o governo tem interesse em fiscalizar. Documento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aponta que um oficial de Justiça foi impedido de entrar no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para notificar um devedor inadimplente. “Elementos armados impediram a ação do oficial de Justiça”, e ficou por isso mesmo.
PODE SER TUDO…
…inclusive soluço. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) disse que as crises de soluço do pai são “recorrentes” e que teriam voltado “com muito mais intensidade”. Em 20 dias, termina o período de prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente pelo ministro Alexandre de Moraes. “A saúde do meu pai está degradada”, disse o Zero 2.
PENSE NISSO!
Quando um jurista, um advogado ou até mesmo um estudante do mundo do Direito vem com a conversa — quase sempre mole — de que o STF é o guardião da Constituição, eu me recordo de um conceito satírico do poeta romano Juvenal: Quis custodiet ipsos custodes? (“Quem guardará os guardiões?”), formulado em sua obra Sátiras.
Ora, direi por que diabos o Supremo Tribunal Federal precisa criar um famigerado grupo de trabalho para fiscalizar a aplicação das normas emanadas pelo Conselho Nacional de Justiça sobre os penduricalhos dos magistrados?
Se a sátira de Juvenal permite questionar a decisão do ministro Edson Fachin, é porque há muitos guardiões da Constituição e das leis dela emanadas que não estão nem aí para a determinação de coibir o uso de penduricalhos destinados a justificar vencimentos um tanto quanto imorais.
Quis custodiet ipsos custodes?
Pense nisso!

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