Estudo elaborado pelo Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE), com base em dados do IBGE, mostra que 626 mil pernambucanos deixaram condição
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Entre 2022 e 2025, a extrema pobreza em Pernambuco caiu 41%, com 626.148 pessoas deixando essa condição, segundo estudo elaborado pelo Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram celebrados nesta terça-feira (2) pela governadora Raquel Lyra (PSD).
“Recebemos esse resultado com muita responsabilidade, porque ele mostra que Pernambuco está avançando naquilo que mais importa: melhorar a vida das pessoas. Temos trabalhado para fortalecer a economia, gerar oportunidades e garantir que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa. Quando vemos mais famílias conquistando renda, autonomia e perspectivas de futuro, temos a confirmação de que estamos construindo um estado mais justo, com desenvolvimento que alcança todas as regiões e cria condições para que os pernambucanos possam seguir em frente com mais dignidade e esperança”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Com a redução, o Estado alcançou o menor percentual da população em situação de extrema pobreza da série histórica da Pnad Contínua sobre Rendimento, iniciada em 2012. O estudo mostra que a redução da extrema pobreza cai mesmo após a atualização da linha internacional de extrema pobreza pelo Banco Mundial, que elevou o valor de referência de US$ 2,15 para US$ 3 por pessoa ao dia. O novo parâmetro foi definido com base na Paridade do Poder de Compra (PPC), indicador utilizado para comparar o custo de vida entre diferentes países.
Na prática, a mudança tornou mais rigoroso o critério de classificação da extrema pobreza, ampliando o universo de pessoas que podem ser enquadradas nessa condição. Ainda assim, Pernambuco manteve trajetória de queda no indicador.
Em 2022, considerando o valor atualizado da linha internacional de extrema pobreza, 1.521.944 pernambucanos viviam nessa condição, o equivalente a 16,1% da população. Em 2025, o número caiu para 895.796 pessoas, ou 9,4% dos habitantes do Estado. Pelo critério anterior do Banco Mundial, que adotava a linha de extrema pobreza de US$ 2,15 por pessoa ao dia, a redução em Pernambuco superou 50% do total de pessoas nessa situação, segundo a gestão.
“Os dados demonstram de forma clara que a política de combate à pobreza conduzida pela gestão da governadora Raquel Lyra tem apresentado resultados consistentes. O crescimento econômico histórico impulsionado pelo Estado vem sendo acompanhado pelo aumento da renda, pela redução da fome e pela melhoria da qualidade de vida da população pernambucana. Pernambuco está superando os índices mais críticos de pobreza do passado e criando condições para a ascensão social das famílias”, destacou o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques.

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