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Dois anos e meio após vender 50 dos 150 hectares que adquiriu do Complexo Portuário de Suape para a construção do que seria a maior planta da indústria naval do Brasil, o Estaleiro Atlântico Sul está de volta ao mercado.
Desta vez, oferecendo mais 40 hectares, a possíveis investidores no desenvolvimento de um projeto de Terminal de Uso Privado (TUP) para graneis líquidos e carga geral, entre elas cargas do projeto, equipamentos e aço para a construção naval, cuja receita poderia pagar a dívida de R$ 700 milhões que ainda tem com credores (especialmente o BNDES) e voltar à sua atividade original de construção de navios nos 60 hectares restantes.
Anuência do MPOR
Segundo o CEO da empresa, Roberto Brisolla, o EAS obteve no início do ano a anuência do Ministério dos Portos e Aeroportos para começar a desenvolver o projeto cujos documentos iniciais foram entregues à Antaq em Pernambuco e repassados à agência em Brasília com parecer favorável.
O governo do estado reagiu com surpresa à proposta, já em nível de conversas com órgãos federais, quando o gestor do complexo portuário e do porto organizado trabalha num documento em que questionará a iniciativa e pedirá esclarecimentos sobre o seu funcionamento dentro da área de porto público, onde atualmente estão 30 operadores de graneis líquidos que remuneram o Porto de Suape.
Venda de terreno
Assim como aconteceu em 2024 com a venda do terreno do TUP da APM Terminals que pagará apenas as taxas de uso do porto, um TUP de graneis líquidos coloca para a administração de Suape o mesmo problema em relação ao Tecon Suape.
Hoje, por força do contrato celebrado em 2010, ele cobra taxas bem maiores da filipina ICTSI, por ser uma concessão portuária, o que vai exigir novas conversas entre o Governo do Estado (que é o dono do Complexo Portuário) e os acionistas do EAS, que, em 2010, adquiriram os 150 hectares fora da poligonal do porto organizado. Foi essa condição que lhe permitiu – quando entrou em Recuperação Judicial – vender os 50 hectares onde agora existe o TUP da APM Terminals.
Estaleiro Atlântico Sul, em Suape mira o setor de eólica offshore. – ARNALDO CARVALHO
Sem confronto
Roberto Brisolla, porém, acredita que as negociações deverão ocorrer sem confronto, tendo em vista que um TUP de graneis líquidos poderá ser um equipamento estratégico para as novas demandas no complexo de terminais de Suape em função da dobra da refinaria Abreu e Lima prevista para 2027.
A Rnest, segundo os estudos da Petrobras e de Suape, vai movimentar 14,82 milhões de toneladas/ano de graneis líquidos no porto pernambucano, dobrando o que será movimentado este ano, estimado em 7,67 milhões de toneladas.
Investimento privado
Na visão do CEO do EAS, um novo TUP reduziria o volume de investimentos do governo de Pernambuco na ampliação e atualização dos equipamentos já existentes no porto que a administração de Suape inclusive já programa para os próximos dois anos.
EAS quer vender parte de seus terrenos adquiridos no govenro Eduardo Campos – RICARDO B LABASTIER/ACERVO JC IMAGEM
Os estudos do EAS estão em fase de definição do volume necessário de investimentos na construção da infraestrutura portuária e da capacidade de armazenamento na nova área para serem apresentados aos interessados. O investimento pode chegar a R$ 1 bilhão se todas as fases avançarem.
Buscar interessados
Segundo Roberto Brisolla, o primeiro cenário é que os investidores construam o novo complexo em parceria com o EAS, que entraria no empreendimento com o terreno a ser ocupado.
Mas ele reafirmou que o objetivo do EAS é voltar ao mercado naval como construtor de navios ancorado na experiência que adquiriu pelas instalações e indústrias que possui e pelo diferencial do dique e dos guindastes, como o Golias, de que os concorrentes não dispõem. Atualmente, o EAS gera mil empregos diretos no mercado de reparos navais offshore com mais de 80 serviços realizados.
Consórcio da PCR
Única empresa que se habilitou ao leilão da primeira Parceria Público-Privada (PPP) Morar no Centro da Prefeitura do Recife, no valor de R$ 500 milhões, o Consórcio Habitação Social Recife é formado pela Sanco Engenharia , liderada pelo ex-presidente da Ademi-AL, Marcelo Raposo Ramires Saldanha, e tem sede em Maceió (AL), e pela CPM Construtora, uma empresa que tem atuação na área de terraplanagem, com sede na cidade de Jupi (PE).
O pé de frango que tem a China (onde é considerado uma iguaria) como principal destino é vendido por US$ 7 pelos exportadores brasileiros. – Divulgação
Pedicure do frango
Com um preço que pode alcançar US$ 7 por quilo, tornando-se um dos itens mais rentáveis da carcaça, o pé de frango que tem a China (onde é considerado uma iguaria) como principal destino das exportações brasileiras ganhou atenções especiais dos produtores e das empresas exportadoras. O chamado “PA” precisa ter uma condição especial especialmente na aparência.
Para isso, a empresa Kärcher desenvolveu uma solução automatizada de limpeza industrial que atua diretamente na linha de abate, com o objetivo de recuperar a qualidade visual dos pés e ampliar o aproveitamento para exportação.
A falta disso pode derrubar o produto se o frango revelar a ocorrência de pododermatite, uma dermatite de contato, associada a fatores como: cama úmida, excesso de fezes, alta concentração de amônia, falhas de ventilação e desequilíbrios nutricionais. Por isso a Embrapa está ajudando no manjo das granjas para que as aves tenham pés limpos e saudáveis.
Contratações
Nova pesquisa CNC divulgada nesta quarta-feira (27) revela que pressionado por uma escalada de incertezas que combinou o debate da escala 6×1 e instabilidade geopolítica externa e persistência inflacionária interna, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). O recuo — o segundo consecutivo no indicador mensal — levou o índice (102,6 pontos() ao menor nível de otimismo apurado este ano.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). – Divulgação
Justiça lenta
Levantamento realizado pela EasyJur, plataforma de software jurídico especializado em gestão processual, revela que a duração de processos no Brasil pode variar drasticamente conforme a área do Direito, chegando a 76,7 meses em média em casos de Contratos e Compliance. Já as ações previdenciárias registram média de 25,6 meses. Os casos de casos de Direito Tributário, tem média de 73 meses, e os de Recuperação Judicial, com 50,5 meses.
Equatorial no LIDE
O LIDE Mercado de Capitais Pernambuco, presidido por Luiz Fernando Araújo, da Finacap, recebe nesta sexta (29), o diretor de relações com investidores, e diretor de fusões e aquisições da Equatorial Energia, Leonardo Lucas. No Atlante Plaza, vai falar do case da companhia que atende 7 estados (Alagoas, Maranhão, Pará, Piauí, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul) e 14 milhões de consumidores com Utilities (transmissão, geração e saneamento), sendo reconhecida como um modelo de expansão e eficiência operacional.

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