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quando fazer cirurgia, quais avanços e vantagens desse procedimento

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Os dentes siso (terceiros molares) são os últimos permanentes a surgir na boca, por volta dos 17 a 25 anos. Contudo, antes mesmo de nascerem, esses dentes podem causar problemas, sendo recomendada a extração.

“Em teoria, os sisos participam da mastigação, mas hoje em dia sua função prática é pequena para a maioria das pessoas. Não ter os sisos ou eles nunca nascerem normalmente não causa problema algum. Nem todo mundo precisa retirá-los, mas a remoção é recomendada principalmente quando causam problemas, ou quando tem potencial de causar no futuro”, explica Henrique Lima, cirurgião bucomaxilofacial que atua no Hospital Jayme da Fonte.



Henrique Lima, cirurgião bucomaxilofacial que atua no Hospital Jayme da Fonte, afirma que nem sempre os sisos empurram os outros dentes – Cleyton Xavier/JC Imagem

O especialista elenca as indicações mais comuns para a extração são quando há:

  • Dor recorrente;
  • Inflamação da gengiva ao redor do siso (pericoronarite);
  • Cáries no siso ou no dente vizinho;
  • Falta de espaço na arcada;
  • Erupção dos sisos tortos ou pressionando outros dentes;
  • Dificuldade de higiene, por infecções;
  • Formação de cistos e tumores associados aos dentes inclusos e impactados.

“Muitos sisos ficam ‘inclusos’ (presos no osso). Alguns nunca dão problema e podem apenas ser acompanhados com exames periódicos. Portanto, ter siso não significa necessariamente precisar de cirurgia”, acrescenta.

O que acontece se não retiver os sisos?

Nos casos em que a retirada dos sisos é recomendada, mas não realizada, as principais consequências apontadas por Henrique são:

  • Dor frequente ou episódios repetidos de inflamação;
  • Infecções na gengiva ao redor do siso (pericoronarite);
  • Cáries no próprio siso ou no dente vizinho, devido à dificuldade de higienização;
  • Acúmulo de placa bacteriana e mau hálito;
  • Pressão sobre os dentes ao lado, podendo causar desconforto e danos locais;
  • Formação de cistos ou, mais raramente, tumores associados ao dente incluso;
  • Reabsorção da raiz do dente vizinho.

“Infecções mais graves também podem acontecer, se espalhando para regiões da face e pescoço e evoluindo para uma emergência hospitalar. Em alguns casos podem levar o paciente a óbito”, destaca.

O especialista também explica que, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, nem sempre os sisos “empurram” os outros. “O apinhamento dentário (dentes tortos), especialmente nos dentes da frente, pode ocorrer naturalmente ao longo da vida por diversos fatores, como crescimento ósseo, envelhecimento e hábitos bucais. Mas, em alguns casos, principalmente quando os sisos nascem sem espaço adequado, eles podem exercer pressão sobre os dentes vizinhos e contribuir para desconforto, dificuldade de higiene e alterações locais. Nessas situações, a remoção pode ajudar a evitar complicações futuras.”



Os sisos são os últimos permanentes a surgir na boca, por volta dos 17 a 25 anos – Cleyton Xavier/JC Imagem

De acordo com Henrique, dentes siso inflamados, mal posicionados ou doloridos também podem gerar sobrecarga muscular, dificuldade para mastigar e aumento da tensão na mandíbula, o que pode agravar sintomas em pessoas predispostas a disfunções da ATM. “Por isso, a indicação da extração deve ser individualizada, baseada em avaliação clínica e exames de imagem, e não apenas na ideia de prevenir dentes tortos ou problemas na articulação”, acrescenta.

Quando extrair parcialmente ou totalmente?

A remoção dos sisos pode ser realizada tanto de forma parcial (um ou dois dentes por vez) quanto de uma única vez, com a remoção dos quatro sisos no mesmo procedimento, afirma o cirurgião bucomaxilofacial. A escolha do tipo de procedimento depende da avaliação clínica, da posição dos dentes, do grau de dificuldade cirúrgica, da saúde do paciente e também do conforto no pós-operatório.

Ele explica que a retirada de todos os sisos de uma vez costuma ser indicada quando:

  • Os quatro dentes apresentam indicação de extração;
  • O paciente prefere passar por apenas um pós-operatório;
  • Há necessidade de sedação
  • Os dentes possuem grau de dificuldade semelhante;
  • O paciente tem boa condição geral de saúde

Já a remoção desses dentes por etapas pode ser mais recomendada quando:

  • A cirurgia é mais complexa; 
  • Há presença de infecção ativa ou inflamação importante;
  • O paciente possui alguma condição de saúde que exige maior cautela;
  • Existe receio em relação ao procedimento;
  • Deseja-se preservar um lado da boca para facilitar alimentação e mastigação durante a recuperação.

Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada em consultório odontológico, com anestesia local, de forma segura e ambulatorial. Em algumas situações específicas, o procedimento pode ser feito em ambiente hospitalar ou bloco cirúrgico, especialmente quando:

  • Há necessidade de sedação profunda ou anestesia geral;
  • Há infecções graves;
  • Os dentes estão muito impactados de maior complexidade cirúrgica;
  • O paciente possui condições médicas especiais;
  • Há necessidade de acompanhamento hospitalar.

Henrique explica que, após a extração, alguns sintomas são esperados, como dor leve a moderada, inchaço e dificuldade para mastigar ou abrir a boca nos primeiros dias. Os cuidados mais importantes para esse período são:

  • Fazer repouso nas primeiras 24 a 48 horas;
  • Aplicar compressas geladas no rosto nas primeiras 24 horas;
  • Utilizar corretamente as medicações prescritas;
  • Evitar bochechos fortes e cuspir excessivamente no primeiro dia;
  • Manter alimentação fria, pastosa e macia nos primeiros dias;
  • Não fumar e evitar bebidas alcoólicas durante a cicatrização;
  • Manter higiene bucal cuidadosa, sem traumatizar a região operada e dormir com a cabeça mais elevada nos primeiros dias;
  • Evitar esforço físico intenso, para não aumentar o sangramento e o inchaço.

Quanto à recuperação, o especialista afirma que varia conforme a complexidade da cirurgia e a quantidade de dentes removidos. “De forma geral, cirurgias simples o tempo de recuperação é de cerca de 3 a 5 dias. Já as cirurgias mais complexas ou múltiplos sisos costumam tomar de 7 a 10 dias. Na maioria dos casos é necessário o afastamento das atividades diárias para uma adequada recuperação que normalmente é de 3 a 7 dias”, complementa.

Avanços e vantagens da retirada de sisos

Henrique afirma que a cirurgia de retirada dos sisos se tornou mais segura, confortável e previsível graças aos avanços tecnológicos e das técnicas cirúrgicas. “Hoje, exames como a tomografia ajudam no planejamento preciso da cirurgia, reduzindo riscos e complicações. Além disso, técnicas menos invasivas favorecem uma recuperação mais rápida e com menos dor e inchaço.”

Além disso, a sedação, outro fator importante, evoluiu: “Pode ser usada para diminuir ansiedade, medo e desconforto, principalmente em cirurgias mais complexas ou pacientes mais ansiosos.

Hospital Jayme da Fonte

O Hospital Jayme da Fonte, localizado no bairro das Graças, dispõe de um centro cirúrgico moderno, tecnologia avançada e suporte anestésico completo, com monitoramento contínuo durante todo o procedimento de remoção de dentes siso, oferecendo um nível elevado de segurança, controle de infecções e precisão cirúrgica. Além disso, proporciona uma recuperação assistida quando necessário.

O HJF possui credenciamento com diversos convênios, possibilitando que a cirurgia dos sisos seja feita em ambiente hospitalar com maior segurança e conforto para o paciente.

“Os procedimentos são realizados por uma equipe de cirurgiões especializados em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, garantindo técnica apurada e maior segurança ao paciente. Tudo isso em um ambiente hospitalar com alto padrão tecnológico e de segurança, para os casos de alta complexidade que exigem maiores cuidados”, finaliza Henrique.

A Central de Marcações do Hospital Jayme da Fonte funciona de segunda a sexta-feira das 7h às 19h; e aos sábados das 8h às 14h, pelo telefone (81) 3416-0075 / 3125-8850.

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