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Lula condiciona criação do Ministério da Segurança à aprovação da PEC que está no Senado

De promessa em promessa, Lula diz que polícia não pode matar antes de investigar e condiciona criação do ministério à aprovação da PEC pelo Congresso

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MESMO QUE AINDA TARDE!
O presidente Lula da Silva (PT) vai terminar o terceiro mandato, esperneando para chegar ao quarto, com um déficit de políticas públicas que enfrentem o problema da violência, jogando a culpa nos outros.

PERDEU O TIMING!
Agora, nessa terceira tentativa de perpetuação no poder, o petista se negou a discutir propostas com quem entende do riscado, evitou debater a fundo o problema e passou quase quatro anos falando em paliativos.

CHANTAGEM POLÍTICA
Agora, no apagar das luzes de sua gestão, Lula reconhece, finalmente, que “o problema da segurança pública é sagrado para o povo”, mas erra quando terceiriza o enfrentamento à criminalidade:
— A polícia não pode matar antes de investigar, disse. A bem da verdade, nem depois, a não ser que seja no enfrentamento, e aí o agente da lei é o Estado.

FESTA NO INTERIOR
Poderia ter evitado, mas o ministro do STF, Alexandre de Moraes, preferiu sair na frente e determinar que o Itamaraty adotasse medidas para “efetivar a extradição” da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

JUSTIÇA ITALIANA DEU A RESPOSTA
A Corte de Cassação de Roma respondeu à provocação brasileira e decidiu que Zambelli não será extraditada para o Brasil. Presa nas redondezas de Roma, a ex-deputada deve ser solta nas próximas horas.

EM SE PLANTANDO…
…nem tudo dá, mas o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, espalhou emissários para “buzinar” nos ouvidos dos jornalistas que acompanham presencialmente os debates no Congresso Nacional que o senador Cleitinho “pode deixar de lado” a disputa pelo governo de Minas Gerais e “dar o salto” rumo ao Palácio do Planalto. Se colar…

ERA SÓ O QUE FALTAVA
Cassada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular votos de outro deputado, Dayany Bittencourt (União Brasil-CE) alegou que a Justiça cometeu uma “violência política de gênero”.

COMO FOI?
O TSE cassou o diploma de Heitor Freire (União Brasil-CE), que havia ficado na suplência. Só que seus votos “empurraram” Dayany Bittencourt para cima, permitindo que ela atingisse o chamado quociente eleitoral. Com isso, ao anular os votos recebidos por Heitor, Dayany Bittencourt — “com dois y e dois t”, como ela mesma destaca — “despencou” e ficará sem mandato.

JOESLEY DE NOVO
O empresário Joesley Batista teria sido “acionado” para levar o presidente Donald Trump (Republicano) a desistir do encontro com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foi dele o telefonema que pediu ao presidente norte-americano que se encontrasse com o petista.

É O JEITO
No Planalto, a área internacional tem tentado falar com o empresário para que faça com que Trump “não atrapalhe as relações multilaterais” e “delete” esse propósito de se encontrar com o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL).

PENSE NISSO!

Em 31 de outubro de 2024, numa tarde/noite chuvosa em Brasília, Luiz Inácio Lula da Silva e o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reuniram os governadores de Estado — Pernambuco esteve representado pela vice-governadora Priscila Krause — para apresentar as “diretrizes e o esboço” do que mais tarde passou a se chamar PEC da Segurança Pública.

Em nenhum momento o governo acenou com a possibilidade de criação do Ministério da Segurança Pública. Até que, nesta sexta-feira, Lula concedeu entrevista à TV pública e condicionou a separação da Justiça e da Segurança em dois ministérios à conclusão, pelo Senado, da votação da PEC.

Como Lula não está com essa bola toda para fazer chantagem, o presidente deveria ter ouvido juristas com os quais conversou desde o início deste mandato e ter fatiado o ministério.

Nunca é demais lembrar que uma coisa é a PEC da Segurança Pública; outra é a recriação do novo ministério. Neste caso, bastaria uma medida provisória.
Lula não solucionou nosso maior gargalo — que é a segurança — por absoluta negligência governamental.

O resto é campanha política e o discurso rasteiro do presidente de terceirizar problemas e prometer soluções.

Pense nisso!

 

Fonte: Clique aqui

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