Semana mundial de imunização reforça mensagem de que a vacinação é um escudo coletivo para todas as idades, e não apenas proteção individual
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Ainda alvo de polêmicas desde a pandemia de Covid, quando líderes políticos, inclusive no Brasil, descredenciaram a eficácia das vacinas que se mostraram imprescindíveis para a contenção da doença, a prática da imunização precisa ser incentivada em todos os países. A redução da cobertura vacinal em crianças e idosos, por exemplo, pode contribuir muito para o agravamento de casos de enfermidade, e até para mortes que poderiam ser evitadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção das vacinas é responsável pela preservação de até 5 milhões de vidas, todos os anos – sem contar com o relativamente recente quadro pandêmico, claro, quando bilhões de pessoas foram salvas graças às substâncias imunizantes proporcionadas pela corrida na pesquisa científica em 2020 e 2021.
Até o próximo dia 30, está em vigência a campanha mundial de imunização, promovida pela OMS com o tema “Para cada geração, as vacinas funcionam”. A mensagem buscar reforçar a importância da vacinação para o público de todas as idades, como forma de garantir qualidade de vida no presente e no futuro, sem a incidência grave de enfermidades conhecidas. Além de proteção individual, as vacinas podem ser consideradas como escudos coletivos para populações de cidades, estados, países e até continentes. No caso da Covid, por exemplo, a quantidade de mortes na África comprovou a relevância de políticas públicas de imunização global, que levem em conta as desigualdades de acesso às vacinas pelas nações.
A verificação e atualização dos esquemas vacinais são outros objetivos da campanha, que também requer o engajamento das autoridades locais de saúde, para que o compromisso pela proteção à vida seja assumido e difundido junto às populações. Doenças como hepatite, tuberculose, difteria, poliomielite, coqueluche, tétano, caxumba, rubéola, sarampo, e a gripe, em suas diversas manifestações, podem ter sua incidência anulada ou a gravidade bem diminuída, por causa da imunização adequada. Em muitos países, a agenda de vacinação precisa ser recuperada, restaurando a blindagem dos anticorpos contra os invasores invisíveis.
A OMS e outros organismos defendem que os investimentos de longo prazo na imunização sejam ampliados, através de priorização política e participação de doadores. Depois da pandemia, a OMS lidera esforço global para atualizar a vacinação, sobretudo em crianças que perderam doses no primeiro ano de vida. A prevenção é a melhor maneira de impedir que surtos ocorram nos próximos anos, pressionando as redes de assistência e comprometendo recursos públicos e privados com as consequências da falta de prevenção.
A ciência continua gerando conhecimento e aplicando o conhecimento acumulado em novas vacinas. Nos últimos anos, doenças como malária, HPV, cólera, dengue, meningite, vírus sincicial respiratório e ebola ganharam novas substâncias imunizantes. Se a capacidade humana demonstra estar preparada, pela tecnologia, a enfrentar doenças em larga escala, é fundamental que as políticas públicas reflitam a compreensão de que, com a imunização correta, a vida se torna mais protegida, e pode ser aproveitada plenamente.

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