Pesquisadores relatam infiltrações, choques elétricos e danos a equipamentos após mudança emergencial no Recife
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Professores e pesquisadores denunciam problemas estruturais nos prédios que abrigam laboratórios da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Recife.
Após a interdição de um edifício por risco de desabamento, equipes foram transferidas para outro imóvel que apresenta infiltrações e falhas na infraestrutura, comprometendo atividades acadêmicas e de pesquisa.
Sobre a mudança
A mudança começou em março deste ano, quando o Departamento de Fitossanidade deixou a sede antiga, interditada pela Defesa Civil. Os pesquisadores passaram a ocupar um prédio do Centro de Apoio à Pesquisa em Ciências Agrárias (Capeca), vinculado à Pró-reitoria de Pós-graduação.
O espaço, construído antes da pandemia do Covid-19, estava sem uso por cerca de um ano e passou a receber estudantes e servidores apenas em 2026.
Segundo relatos, o novo local não comporta adequadamente a estrutura dos programas de Fitopatologia e Entomologia.
Em entrevista à TV Globo, a estudante de pós-graduação Ingryd Andrade afirmou que houve adaptação improvisada dos ambientes, com ausência de espaços básicos e divisão inadequada de setores, incluindo a clínica de fitossanidade que atende produtores rurais.
Além das limitações físicas, há relatos de riscos à segurança. Ainda na mesma reportagem, a estudante Geisa Soares disse ter sofrido choques elétricos ao utilizar equipamentos, inclusive antes do início das chuvas. Após o agravamento das infiltrações, ela afirma ter interrompido atividades por medo de novos acidentes.
Consequências da chuvas
As chuvas intensas registradas no Recife em abril agravaram a situação, provocando vazamentos que atingiram equipamentos de laboratório.
Entre os danos, há desde itens básicos até aparelhos de alto custo, como um termociclador avaliado em cerca de R$ 22 mil. Pesquisadores também temem prejuízos maiores, como a perda de softwares essenciais armazenados em equipamentos mais caros.
Para minimizar os danos, os próprios pesquisadores compraram lonas para proteger bancadas e instrumentos da água. Problemas adicionais, como a indisponibilidade de banheiros femininos, também foram relatados.
Solicitações por melhorias
Docentes e estudantes afirmam ter encaminhado solicitações à reitoria pedindo melhorias, mas dizem não ter recebido resposta definitiva até o momento.
Em nota, a UFRPE informou que o volume de chuvas superou a capacidade de drenagem do prédio e que ventos fortes contribuíram para o entupimento das calhas, causando infiltrações.
A universidade declarou que realizou a limpeza do sistema e que, após a intervenção, não houve novos vazamentos. A instituição também afirmou que trabalha na recuperação dos equipamentos danificados e que os pesquisadores foram remanejados para outros espaços.
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