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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta quarta-feira (7) representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) em que pede investigação sobre o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), por suspeita de abuso de autoridade no caso do Banco Master.
Duas horas depois, o presidente do Corte, Vital do Rêgo, anunciou que o ministro relator do caso do Banco Master no Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, deverá suspender a inspeção in loco no Banco Central ao menos durante o período de recesso da Corte de Contas.
Suspensão rapida
Certamente, Vital do Rêgo não se apressou em anunciar a suspensão dos trabalhos liderados por Jhonatan de Jesus – depois de ter inicialmente afirmado que o TCU atua dentro de suas prerrogativas e pedindo união em defesa da Corte e apoio ao relator do caso do Banco Master – influenciado pelo gesto do senador sergipano.
Mesmo a despeito de toda a movimentação do jovem ministro do TCU e mesmo estando claro que não compete ao TCU supervisionar a regulação bancária. Simplesmente porque o Tribunal não é um órgão acima do Banco Central. Trata-se de órgão auxiliar do Legislativo, cuja função é fiscalizar a aplicação de recursos públicos.
Debate nos eixos
Entretanto, a atitude de Vital do Rêgo (se confirmada) ajudará a colocar o debate nos eixos. Ainda que isso aconteça depois de várias autoridades advertirem que o TCU está exorbitando de suas funções ao confrontar o Banco Central e ao sinalizar a possibilidade de reversão da liquidação do Banco Master — uma prerrogativa que o TCU não possui. Até porque a Corte não exerce supervisão bancária.
O TCU não tem competência para rever ato do BC, como se disse aqui na edição de ontem. As ações do BC se inserem na chamada “Discricionariedade Técnica na Regulação Econômica”, como a decretação de liquidação extrajudicial de instituição financeira. E evidentemente não há como o TCU no limite vir a determinar ao BC a revisão da liquidação extrajudicial do Master.
Ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU). – Divulgação
Sucessão de atos
O problema dessa sucessão de atos – mesmo no recesso do TCU e do STF – é o que revela a atuação de um personagem como Daniel Vorcaro. Um banqueiro que após ser preso tentando sair do Brasil e ser liberado dia depois foi chamado para prestar depoimento à Polícia Federal na própria sede do STF, como aconteceu no último dia do ano de 2025.
E revela como uma atitude de apenas um ministro do STF – atendendo a uma demanda da defesa de Daniel Vorcaro – de que entre os investigados da Polícia Federal sobre o caso haveria um deputado federal que pode ter consequências perigosas. Mesmo que o deputado sequer tenha sido arrolado como informante ou testemunha.
Encorajado
Porém, depois da decisão de Vital do Rêgo, uma pergunta óbvia precisa de respostas. Jhonatan de Jesus, um ministro cujo currículo não tem qualquer processo robusto de órgãos da administração pública, se sentiria capaz de determinar uma inspeção nos documentos do BC sobre o caso do Banco Master se Dias Toffoli não tivesse aviso para seu gabinete de uma investigação que estava começando?
Jhonatan de Jesus sentiria-se suficientemente capaz para – numa semana de festas de Natal e Ano Novo – sair publicando atos e cobrando celeridade em ações de técnicos do TCU na coleta de dados sigilosos (inclusive na sede do BC) se o ministro do Dias Toffoli não tivesse entrado no caso?
Ministro Dias Toffoli avocou o caso do Banco Master para seu gabinete. – Divulgação
Movimentação
A questão de um eventual cancelamento da liquidação extrajudicial do BC – como a que está acontecendo nas últimas semanas – mostra como a defesa do banqueiro conseguiu provocar movimentos e, literalmente, mobilizar atores da República quando historicamente é apenas um ato administrado. Ainda que o governo Lula tenha estado em absoluto silêncio.
E a coisa escalou nas últimas semanas de uma forma tão absurda que começam a surgir informações sobre a publicação de posts em páginas de influenciadores que sequer distinguem o significado das siglas do STF e do TCU opinando contra o ato do Banco Central.
Gente importante
Entretanto, é importante não perder de vista o significado da série de atitudes e movimentações de instituições de alto nível da república em torno de um caso que na essência visou proteger os interesses de ao menos R$ 1,6 milhão de investidores lesados pelo Banco Master.
O ato de uma liquidação extrajudicial é meramente administrativo. Concentra-se na apuração dos bens disponíveis da instituição. Na listagem dos investidores protegidos pelo seguro do Fundo Garantidor de Crédito FGC. E na preparação das peças que embasaram as ações contra os acionistas na Justiça.
Rotina histórica
Tem sido assim com todos os bancos depois da instituição do Real e da instituição do FGC sem que tenha sido observada nenhuma ação no sentido de reabrir nenhuma delas. Mesmo os grandes bancos estão presentes no sistema financeiro nacional.
Entretanto, o Banco Master está adicionando uma página cinza sobre as ações do BC a ponto de, antes mesmo da Polícia Federal começar os depoimentos de diretores da instituição, se observar uma estranha mobilização de atores importantes a ponto de se tornarem necessárias todas as entidades financeiras e várias do segmento do Direito se manifestarem em defesa do BC.
Risco presente
E não se deve ter ilusões. Mesmo que esteja claro que o TCU não pode interferir em decisões tomadas pelo BC e que a Polícia Federal tenha começado a tomar os primeiros depoimentos, a questão não está resolvida.
E o BC ainda vai precisar da defesa de todas as instituições comprometidas com a transparência, no que a representação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) vem em boa hora.
Carro Elétrico Chinês na CES 2026. – Divulgação
Eletromobilidade no Brasil e passa dos 220 mil carros num ano
O Brasil comercializou em 2025 um total de 223.912 carros elétricos, um novo recorde anual da série histórica do setor com um crescimento de 26% sobre os números de 2024 (177.358). Só em dezembro foram 33.905 emplacamentos, 60% a mais do que em novembro (21.209) e 57% acima de dezembro de 2024 (21.634).
O crescimento de 26% nas vendas de eletrificados em 2025 evidencia um desempenho muito superior ao do mercado automotivo como um todo, uma vez que as vendas de veículos leves no Brasil (de todas as tecnologias) registraram uma expansão de apenas 2,6% entre 2024 e 2025. Os eletrificados incluem os veículos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex), excluindo os micro-híbridos (MHEV).
Eletricos na CES26
As montadoras chinesas de veículos elétricos participam da CES 2026, em Las Vegas, um dos principais eventos mundiais de tecnologia e inovação focando no mercado de mobilidade. Ao menos 10 empresas de veículos elétricos estão na feira que por anos era conhecida por apresentar as novidades de TI, especialmente os novos produtos de áudio e vídeo.
Hoje, a área de mobilidade automotiva focada em veículos, sistemas de propulsão, plataformas inteligentes e baterias de última geração ocupa pavilhões com dezenas de empresas mostrando sistemas, quando há uma década o segmento sequer existia na CES. A China está dominando os espaços.
Telesena começou a divulgação no mercado de títulos de capitalização. – Divulgação
Mercado Telesena
Acredite. O mercado de capitalização (que no Brasil se tornou conhecido pelo Baú da Felicidade com a Telesena) arrecadou mais de R$ 22 bilhões em 2024, mantendo trajetória de crescimento contínuo nos últimos anos. Somente nos primeiros meses de 2025, a arrecadação já ultrapassava R$ 13 bilhões, com aumento superior a 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Um papel de baixo custo que fundamenta a captação de resgates e sorteios e filantropia, ampliando o alcance e fortalecendo a atuação de organizações sociais em todo o país.
Estudos recentes da entidade indicam que o mercado pode triplicar de tamanho nos próximos anos, alcançando R$ 91 bilhões em arrecadação. A Liderança Capitalização criada por Silvio Santos e que por anos dominou o mercado agora está em 12º lugar (R$ 290,9 milhões) onde a Brasilcap (R$ 6,4447 bilhões), Bradesco (R$ 6,255 bilhões), Santander (R$ 3,900 bilhões), Itaú (R$ 3,182 bilhões) e Icatu (R$ 1,857 bilhões) formam os cinco maiores distribuidores desses títulos.
Ameaça Cibernética
O projeto “Combate às Ameaças Cibernéticas”, liderado pelo professor Paulo Maciel do Centro de Informática (CIn) da UFPE, foi selecionado na 14ª rodada do Programa Cientista Arretado da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. Com o apoio da Facepe, o projeto busca aprimorar a forma como o programa de Governo Digital de Pernambuco propõe a estruturação de um modelo integrado de inteligência, resposta e governança.
Art Tattoo Expo 2026 – Divulgação
Art Tattoo Expo
A Fenahall 2026 repete um dos projetos sociais mais emocionantes desta edição da feira: O “Pele Que Abraça”, que integra a Art Tattoo Expo , é uma iniciativa inédita que reúne arte, inclusão e impacto social por meio da tatuagem e da dermopigmentação. A ação acontece durante todo o evento, que será realizado de 9 a 18 de janeiro, no Classic Hall, em Olinda. A missão: levar autoestima, acolhimento e visibilidade a pessoas que passaram por experiências marcantes de dor, superação e reconstrução.
Faccionados CE
A facção criminosa Comando Vermelho (CV) orquestrou novo ataque de grandes proporções contra provedores de internet no estado do Ceará nesta terça-feira (6). Na madrugada, pelo menos 100 equipamentos que distribuem fibra óptica foram destruídos na cidade de São Gonçalo do Amarante das 0h às 2h. Os faccionados atacaram as Caixas de Terminação Óptica, conhecidas como CTOs, instaladas em postes de telefonia, e destruíram os equipamentos zerando a conexão no município.
Sem faltar luz
A Neoenergia informa que as praias do Litoral Sul de Pernambuco receberam investimentos superiores a R$ 70 milhões no sistema elétrico para o verão de 2026. Como resultado da modernização e ampliação da rede de distribuição de energia, pelo segundo ano consecutivo, a região vivenciou o período da virada de ano sem ocorrências significativas no fornecimento de energia. Mas na virada do ano teve áreas que faltavam de energia.
Choque eletrico
A Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade revelou que os acidentes elétricos continuam sendo uma das principais causas de mortes no Brasil. Entre 2023 e 2024, os casos aumentaram 11,6% em 2024, totalizando 2.373 ocorrências. O problema ganhou novos contornos em 2025, quando, entre janeiro e março, foram registradas 18 ocorrências de roubo de fios e cabos elétricos, que resultaram em 12 mortes. Esses números escancaram a gravidade do cenário de segurança elétrica no país.
Luiz Aberto Carneiro Concal e do Shopping Guararapes – Divulgação
Luiz Aberto da Concal
Neste sábado (10) num evento para convidados a jornalista Silvia Bessa lança a biografia “Luiz Alberto Carneiro: A Engenharia do Sucesso” mostrando a trajetória de um dos principais nomes da construção civil e do setor de shopping centers de Pernambuco. A obra traz um registro detalhado da trajetória do idealizador da Construtora Concal e do Shopping Guararapes, entrelaçando vida pessoal e empresarial.
O livro tem prefácio do advogado e escritor João Humberto Martorelli e apresentação do empresário João Carlos Paes Mendonça e do jurista e imortal da Academia Brasileira de Letras, José Paulo Cavalcanti Filho, contextualiza a figura do biografado sob uma ótica humanista e histórica.

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