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Trump ameaça governo interino da Venezuela e promete retaliação contra Delcy Rodríguez

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o novo comando político da Venezuela e fez ameaças diretas à presidente interina Delcy Rodríguez. Em declaração neste domingo (4), Trump afirmou que ela “pagará um preço muito alto” caso não adote decisões alinhadas aos interesses americanos após a queda de Nicolás Maduro.

A fala foi feita durante uma breve entrevista por telefone, na qual o presidente americano deixou claro que a tolerância de Washington com o governo provisório será limitada e condicionada a mudanças imediatas de rumo político, econômico e estratégico.

Ameaça direta ao novo comando

Segundo Trump, Delcy Rodríguez corre o risco de sofrer consequências ainda mais severas do que as impostas ao ex-presidente Nicolás Maduro, caso não faça “a coisa certa”. A declaração reforça o clima de pressão internacional sobre Caracas, agora sob comando interino após decisão do Tribunal Supremo venezuelano.

O presidente americano não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas, mas indicou que os Estados Unidos dispõem de instrumentos suficientes para reagir caso o novo governo não corresponda às expectativas de Washington.

Pressão diplomática e condições

Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também sinalizou que a relação com o governo interino dependerá das decisões tomadas nos próximos dias. Segundo ele, Washington está disposta a dialogar, mas apenas se houver mudanças concretas.

Rubio afirmou que os Estados Unidos irão avaliar cada movimento da nova liderança venezuelana e advertiu que, se as decisões forem consideradas inadequadas, diferentes mecanismos de pressão seguirão em vigor para proteger os interesses americanos.

Narcotráfico, petróleo e interesses estratégicos

Ao comentar a situação da Venezuela, o chefe da diplomacia americana listou as prioridades dos Estados Unidos, incluindo o combate ao narcotráfico, o controle da atuação de gangues internacionais e a redefinição do papel da indústria petrolífera do país sul-americano.

Segundo Rubio, Washington não aceita que o petróleo venezuelano continue beneficiando adversários ou grupos classificados como criminosos, defendendo que os recursos sejam direcionados à população e alinhados aos interesses estratégicos dos EUA.

Maduro fora do jogo político

O secretário de Estado reforçou que o governo americano considera impossível qualquer entendimento com Nicolás Maduro, a quem classificou como alguém que jamais cumpriu acordos firmados. Rubio afirmou ainda que o ex-presidente teve oportunidades de deixar o poder de forma negociada, mas as recusou.

Com Maduro sob custódia fora do país e Delcy Rodríguez à frente de um governo interino, a Venezuela entra em um novo capítulo de instabilidade, agora sob vigilância permanente e pressão direta da Casa Branca.

Fonte: Clique aqui

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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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