Empossado na terça-feira (23) como novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), o ex-deputado federal Otto Alencar Filho tratou de afastar especulações políticas em torno de sua nomeação. Ele negou que sua ida para o cargo vitalício tenha sido fruto de negociação para acomodar interesses partidários na formação da chapa majoritária da base governista para as eleições de 2026.
Nos bastidores da política baiana, a indicação feita pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) vinha sendo interpretada como uma compensação antecipada ao PSD, diante da possibilidade de o senador Angelo Coronel ficar fora da composição majoritária no próximo pleito. Otto Filho, porém, rebateu de forma direta essa leitura.
“Não houve acordo”, diz novo conselheiro
Segundo Otto Alencar Filho, a conversa com o governador foi objetiva e sem qualquer relação com disputas eleitorais futuras. Ele afirmou que a indicação partiu de uma decisão pessoal de Jerônimo Rodrigues, sem condicionantes políticos.
O novo conselheiro ressaltou que, em nenhum momento, o governador tratou de chapa majoritária ou de rearranjos partidários durante o diálogo que antecedeu sua nomeação, reforçando que não houve negociação envolvendo o PSD ou alianças para 2026.
Durante a posse, Otto Filho agradeceu publicamente a confiança do governador e destacou o compromisso de exercer a função com independência e responsabilidade. Ele afirmou que pretende atuar no TCE-BA com integridade, justiça e foco no interesse público, especialmente no acompanhamento das contas estaduais e municipais.
O ex-deputado também enfatizou que sua trajetória política e institucional será colocada a serviço do fortalecimento dos mecanismos de controle e da boa gestão dos recursos públicos na Bahia.
Aprovação expressiva na Assembleia
A nomeação de Otto Alencar Filho foi aprovada pelo plenário da Assembleia Legislativa da Bahia na segunda-feira (22), com ampla maioria. Ao todo, ele recebeu 45 votos favoráveis, com apenas uma abstenção e um voto contrário, o que reforça o apoio político à sua indicação.
Ele assume a cadeira deixada por Antônio Honorato de Castro Neto, que foi aposentado compulsoriamente no dia 27 de julho, ao completar 75 anos, idade-limite para permanência no cargo.
Nomeação repercute no cenário político
Apesar das negativas, a posse de Otto Alencar Filho segue repercutindo no cenário político baiano, sobretudo pelo impacto que a escolha pode ter na reorganização das forças da base governista. A ida de um nome com forte ligação partidária para o TCE-BA reacende o debate sobre a relação entre política e tribunais de contas, tema recorrente nos bastidores do poder estadual.
Ainda assim, o novo conselheiro tenta marcar posição desde o início, buscando se descolar das articulações eleitorais e reafirmar que sua atuação no tribunal será técnica e voltada ao interesse público.
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