Durante encontro político realizado em Porto Seguro, o presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), afirmou que a consolidação da oposição no estado já provoca reações de nervosismo no PT e em seus aliados. Segundo ele, a articulação entre PL, União Brasil, PP e outras siglas muda de forma decisiva o cenário para as eleições de 2026.
Roma ressaltou que, diferentemente do pleito de 2022, quando o PL disputou praticamente isolado, o campo oposicionista agora se apresenta unido e com musculatura política suficiente para enfrentar o grupo que governa a Bahia há quase duas décadas.
Mais tempo de rádio e TV
Ao comparar os dois ciclos eleitorais, Roma lembrou que, na eleição passada, o PL dispunha de apenas 6% do tempo de rádio e televisão, resultado de uma coligação limitada. O cenário, segundo ele, mudou radicalmente.
De acordo com o dirigente, o PL sozinho já alcança quase 20% do tempo de propaganda. Somado aos demais partidos da oposição, o bloco ultrapassa a marca da metade do espaço disponível. Para Roma, esse dado explica os ataques recorrentes vindos do PT.
Encontro reúne líderes da oposição
O evento em Porto Seguro contou com a presença de figuras de peso da política baiana e nacional. Estiveram no encontro Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e o prefeito da capital, Bruno Reis (União Brasil).
Também participaram os deputados federais Arthur Maia (UB-BA), Jonga Bacelar (PL-BA) e Leo Prates (PDT-BA), o deputado estadual Robinho (UB-BA), além de lideranças e pré-candidatos do campo oposicionista.
Chapa forte e nomes competitivos
Roma afirmou que o PL trabalha para montar uma chapa robusta para a Câmara dos Deputados. Ele citou como destaques os pré-candidatos à reeleição Jonga Bacelar (PL), Roberta Roma (PL) e Capitão Alden (PL), além da ex-candidata ao Senado Raíssa Soares (PL).
O dirigente também mencionou a chegada do deputado estadual Leandro de Jesus (PL) ao projeto federal, destacando seu alinhamento com Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Mulheres e projeção eleitoral
Outro ponto enfatizado por Roma foi a participação feminina nas chapas do partido, com nomes considerados competitivos para 2026. Ao relembrar o desempenho de 2022, ele destacou que o PL ficou a cerca de 20 mil votos de eleger um quarto deputado federal, o que, segundo ele, demonstra o potencial de crescimento da legenda.
Na avaliação do presidente estadual do PL, a combinação de unidade política, ampliação do tempo de propaganda e fortalecimento das chapas coloca a oposição em posição inédita na Bahia e explica o incômodo crescente do PT diante do novo cenário eleitoral.
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