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Câmara cogita recuar e tirar cassação de Ramagem da pauta após derrota humilhante no caso Zambelli

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que garantiu o mandato de Carla Zambelli (PL-SP) mesmo após condenação definitiva e prisão na Itália, caiu como uma bomba na Câmara dos Deputados. O episódio deixou exposta a fragilidade política do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e escancarou a sensação de desorientação entre parlamentares sobre os próximos passos envolvendo processos de cassação.

Nos bastidores, deputados afirmam que um novo embate direto com o Supremo pode resultar em mais derrotas e aprofundar a crise institucional, desencadeando consequências imprevisíveis para a relação entre os Poderes.

Pressão por recuo no caso Ramagem

Após o revés com Zambelli, deputados próximos a Hugo Motta já defendem retirar da pauta a análise da cassação de Alexandre Ramagem (PL-RJ), marcada para a próxima semana. O temor é simples e brutal: se o plenário decidir poupá-lo, o destino seria idêntico ao de Zambelli, criando mais um desgaste para o presidente da Câmara e ampliando a sensação de submissão ao STF.

Para aliados diretos de Motta, recuar agora seria menos custoso do que enfrentar um novo vexame que fragilizaria ainda mais sua autoridade interna.

Caso Eduardo Bolsonaro avança, apesar da crise

Enquanto Ramagem se beneficia da turbulência política, o processo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) caminha para um desfecho inevitável. O deputado ultrapassou o limite legal de faltas e, por isso, sua cassação não depende de plenário. A decisão deve ocorrer já na próxima semana, com impacto político imediato e inevitável.

Alguns líderes até sugeriram empurrar a decisão para fevereiro, quando inicia o novo ano legislativo, mas Hugo Motta já sinalizou que não pretende procrastinar e deve seguir o rito normal.

Impacto direto na relação entre Legislativo e STF

A próxima semana promete ser um divisor de águas. Com uma Câmara politicamente pressionada e um STF cada vez mais ativo, Hugo Motta tenta evitar novos desgastes que possam minar sua liderança. O episódio Zambelli mostrou que o Legislativo não está disposto a comprar brigas sem chance real de vitória.

Enquanto isso, a situação de Ramagem permanece em suspenso, impactada diretamente pelo medo de repetir o resultado que desmoralizou a cúpula da Casa.

A crise continua aberta, e a tensão entre os Poderes promete crescer antes de qualquer acomodação institucional.

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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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