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Eduardo Bolsonaro acusa governo Lula de “fake news” após corte parcial anunciado por Trump

O anúncio de uma redução de 10% nas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros reacendeu o embate político entre aliados de Jair Bolsonaro e o governo Lula. A medida, divulgada pelo ex-presidente Donald Trump, foi comemorada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), mas recebeu forte reação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que classificou a celebração do governo como “fake news”.

Segundo o parlamentar, o corte não representa um benefício específico ao Brasil, já que, de acordo com ele, trata-se apenas da retirada de taxas aplicadas de forma global. Eduardo argumenta que produtos brasileiros seguem submetidos a uma sobretaxa de 40%, o que manteria o país em desvantagem frente a outros exportadores.

“Os Estados Unidos estão removendo 10% de tarifas que eles haviam imposto ao mundo inteiro. É uma questão interna, para baratear preços ao consumidor norte-americano. O Brasil continua sofrendo sobretaxa por causa da ineficiência do Itamaraty e dos abusos de Alexandre de Moraes, como aponta a carta do Trump”, afirmou o deputado em suas redes sociais.

Eduardo Bolsonaro foi além: disse que avanços comerciais dependeriam da aprovação da anistia a Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, e a outros réus pelos atos de 8 de Janeiro. “Querem resolver o problema? Comecem aprovando a anistia. Ao invés de vender vitória onde há derrota, o governo deveria trabalhar pelo fim da perseguição”, declarou.

O parlamentar sustentou que, sem essa movimentação, os EUA não removerão a tarifa de 40% sobre produtos brasileiros.

STF transforma Eduardo Bolsonaro em réu

A reação do deputado ocorre em meio ao agravamento de sua situação jurídica. Na sexta-feira (14), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República e tornou Eduardo Bolsonaro réu por coação no curso do processo.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que o parlamentar atuou para gerar instabilidade institucional ao negociar com o governo dos EUA a adoção de medidas econômicas e sanções contra autoridades brasileiras, interferindo diretamente em assuntos internos do país.

Com o corte tarifário transformado em munição política, o episódio reacende as tensões entre Brasília e a ala bolsonarista, que tenta vincular temas de política externa ao avanço da anistia no Congresso — iniciativa que deve seguir como um dos eixos de pressão da oposição nas próximas semanas.

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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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