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Janja diz que “crise climática é também uma crise de desigualdade” em discurso na Amazônia; assista

A primeira-dama Janja Lula da Silva foi a principal voz política na abertura do festival Global Citizen: Amazônia, realizado neste último sábado (1º), em Belém (PA). Diante de milhares de pessoas reunidas no Estádio Mangueirão, Janja afirmou que a crise climática é, antes de tudo, uma crise de desigualdade, ao destacar que os mais ricos são responsáveis por uma parcela muito maior da destruição ambiental em comparação aos mais pobres.

“A crise climática é uma crise de desigualdade. Uma desigualdade que existe dentro dos países e entre eles”, disse a primeira-dama, ressaltando que “no Brasil, o 1% mais rico tem uma pegada de carbono sete vezes maior que os 10% mais pobres”.

Assista:

O discurso, marcado por tom político e social, reforçou o compromisso do governo federal em combater o desmatamento e preparar o país para a COP 30, que será realizada em Belém em 2025. Segundo Janja, o governo Lula conseguiu reduzir em 50% o desmatamento na Amazônia em relação a 2022, atingindo o terceiro ano consecutivo de queda — uma das menores taxas da série histórica.

“O Brasil que desejamos é aquele onde proteger o meio ambiente e cuidar das pessoas não sejam metas excludentes”, declarou, defendendo uma “transição justa” que respeite o direito de se desenvolver e priorize quem mais precisa.

Em tom de entusiasmo, Janja chamou a atenção para o papel da Amazônia como “o coração do planeta” e afirmou que o Brasil está preparado para liderar a agenda ambiental global. “Ninguém melhor do que o Brasil para fazer desta COP a COP da virada”, afirmou, sendo aplaudida pelo público.

O Global Citizen: Amazônia reuniu grandes nomes da música nacional e internacional, como Gilberto Gil, Anitta, Gaby Amarantos, Seu Jorge, Charlie Puth, Daniela Mercury e Chris Martin (Coldplay). O evento marcou o encerramento da campanha “Proteja a Amazônia”, que arrecadou mais de US$ 345 milhões em compromissos financeiros para a preservação ambiental.

Realizado com entrada gratuita, o festival foi voltado especialmente para os paraenses e buscou conectar o ativismo ambiental com manifestações culturais e artísticas.

Com forte apelo simbólico, o discurso da primeira-dama reforçou a tentativa do governo de associar a pauta climática à justiça social e de projetar o Brasil como protagonista na luta contra o aquecimento global — um ensaio político para a COP 30, onde o país promete “virar o jogo” na defesa do planeta.

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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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